Indústria baiana cresce 5,5% em maio

Publicado: 04/07/2008 Última atualização: 05/10/2026 às 14:07

A indústria de transformação e extrativa mineral da Bahia registrou um crescimento de 5,5% no mês de maio, em comparação ao mesmo mês do ano passado. De janeiro a maio de 2008 (acumulado do ano), a indústria baiana obteve uma expansão de 5,7%, o resultado positivo também foi observado durante os últimos doze meses, cujo crescimento industrial foi de 4,5%.


Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), realizada pelo IBGE e analisados e divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria de Planejamento.


“Estes dados mostram a recuperação da indústria baiana em 2008 em relação ao ano de 2007. O que contribuiu para isto foi, principalmente, o crescimento dos dois mais importantes segmentos da indústria baiana: refino de petróleo e produtos químicos” declarou o economista da Coordenação de Acompanhamento Conjuntural da SEI, Luiz Mário Vieira.

Na comparação entre os meses de maio, de 2007 e 2008, a indústria de transformação, especificamente, cresceu 5,9%, sendo que seis segmentos apresentaram variações positivas: celulose, papel e produtos de papel (39%), alimentos e bebidas (7,5%), borracha e plástico (34,8%), produtos químicos (1,5%), minerais não metálicos (3,6%) e refino de petróleo e produção de álcool (1,3%).


Os únicos segmentos que registraram queda foram os de veículos (-9,9%) e metalurgia básica (-1,6%). No confronto entre os dois meses, pesquisa também mostra que a indústria extrativa mineral recuou 2,5%.


Já no acumulado do ano, a indústria de transformação registrou aumento de 6,0%. Deve-se destacar que todos os segmentos deste setor obtiveram crescimento nesta comparação. As variações mais positivas ficaram por conta da indústria de celulose, papel e produtos de papel (27,1%), refino de petróleo e produção de álcool (4,3%), produtos químicos (2,4%) e metalurgia básica (5,1%).


Nos últimos doze meses, o indicador revela um aceleramento do ritmo industrial entre os meses de abril (4%) e maio (4,5%). O único segmento que apresentou queda neste período foi a indústria automotiva (-0,3%). Novamente a indústria de celulose, papel e produtos de papel registrou a maior variação (14,0%), seguido das indústrias de: produtos químicos (3,3%), refino de petróleo e produção de álcool (3,3%) e alimentos e bebidas (3,1%).