Internos da Lemos Brito participam de oficina de auto-estima

24/07/2008

Vinte e quatro internos do módulo II da Penitenciária Lemos Brito (PLB) se reuniram nesta quinta-feira (24) para participar da Oficina de Auto-estima, Drogas e Cuidados com a Saúde. Durante o encontro, eles discutiram sobre a prevenção e as causas da criminalidade, o significado de justiça e sobre a vida dentro do presídio, tudo utilizando técnicas de dinâmicas em grupo. O objetivo é resgatar a auto-estima, visando a valorização deles e a diminuição da reincidência no crime.


As oficinas começaram a ser desenvolvidas no dia 8 deste mês e continuarão até agosto. Com as reuniões, a Coordenação de Gestão Integrada da Ação Penal, da Superintendência de Assuntos Penais (SAP), órgão da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), pretende desenvolver ações que enfatizem o papel dos direitos humanos entre os internos do sistema prisional.


Ministrada pela psicóloga Dilma Carvalho, a oficina foi iniciada com uma dinâmica sobre solidariedade entre as pessoas, quando um voluntário ficou dentro de um quadrado desenhado no chão da sala, representando a sociedade.


A psicóloga citou as palavras respeito, honestidade e amor, e pediu para que os outros tentassem descobrir, entre essas, qual a palavra que o voluntário tinha escolhido. Quem conseguisse adivinhar entrava na sociedade e, uma vez juntos, um teria que ajudar o outro a sair da margem para continuar vivendo nessa sociedade. A proposta era fazer com que os internos descobrissem que a união, a amizade, a solidariedade e as regras são indispensáveis para que as pessoas consigam viver juntos e com harmonia.


Depois da dinâmica foi aberto um debate sobre as causas da criminalidade. Ganância, desespero, preconceito, desigualdade social, descontrole emocional, falta de preparo intelectual e de amor ao próximo, pobreza, ignorância e más influências foram algumas das causas citadas como motivo para que um indivíduo cometa crimes, na opinião dos próprios internos.


Segundo Dilma, para que as pessoas consigam viver juntos, é preciso que haja respeito, amor, união, justiça e que as pessoas saibam obedecer às regras. No encontro, a psicóloga promoveu diversas reflexões com os internos sobre esses sentimentos, na tentativa de conscientizá-los de que nada justifica o ingresso na criminalidade.


Os internos interagiram bastante com a psicóloga e alguns se emocionaram ao constatar que os crimes que cometeram não trouxeram benefício para as suas vidas e de seus familiares. Os internos estão sendo estimulados também a atuarem como agentes multiplicadores, passando os ensinamentos obtidos durante as reuniões para os colegas que não participarão das oficinas. Além da PLB, os internos do Conjunto Penal Feminino e Casa do Albergado e Egressos também serão contemplados com as oficinas.