Atrair os mais jovens e tirar o preconceito dos já adultos sobre a ciência são os desafios enfrentados, anualmente, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. As idéias e propostas para popularizar os temas científicos foram apresentadas nesta sexta-feira (15), durante toda a tarde, na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no bairro de Brotas.
Estiveram reunidos pesquisadores, dirigentes de centros de pesquisa e universidades, além de representantes da sociedade civil e do poder público para preparar o evento, que este ano tem como tema “Evolução e Diversidade” e acontece de 20 a 26 de outubro em diversas cidades da Bahia.
Os desafios para tornar a ciência popular e acessível no Brasil são muitos. “Precisamos ainda convencer parte da comunidade científica da importância da popularização, além da elaboração de políticas públicas para o setor”, diz o diretor do Departamento de Difusão e Popularização das Ciências do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ildeu Moreira. “Com espaços científico-culturais podemos mudar a forma como muitos adultos vêem a ciência, como algo chato e difícil. E para as crianças, é preciso uma mudança na abordagem no ensino da Física, Química, Biologia e Matemática”, completa Moreira.
É neste contato inicial com o mundo da ciência que podem acabar surgindo futuros pesquisadores e identificados talentos e vocações.“Todos precisam de embasamento para exercer plenamente a cidadania. Temas como transgênicos e células tronco estão no debate político e é necessário entendê-los para fazer uma boa escolha dos gestores”, aponta o pesquisador da Fiocruz Marcos Vannier.
No ano passado, 120 instituições estiveram envolvidas no evento organizado na Bahia e a expectativa é de aumentar o número de parceiros este ano.
A pouco mais de dois meses do maior evento de popularização das ciências do Brasil, o objetivo destes encontros é mobilizar mais participantes para que a mostra seja o mais ampla possível.