Bahia sedia Conferência Mundial de Serviço Social

16/08/2008

Por Driele Veiga




Cerca de três mil assistentes sociais de 42 países se reúnem até esta terça-feira (19), no Centro de Convenções, em Salvador, para participar da 19ª Conferência Mundial de Serviço Social. A abertura do evento foi neste sábado, com o tema “Desafio de concretizar direitos numa sociedade globalizada e desigual”, e contou com as presenças do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, do governador da Bahia, Jacques Wagner, da vice-presidente do Conselho Federal de Serviço Social, Sâmbara Ribeiro e de especialistas do Canadá, África do Sul, Inglaterra, Nairobi, Estados Unidos, Argentina, Suécia e Filipinas. O evento é organizado pelo Conselho Federal de Serviço Social, em parceria com a Federação Internacional de Trabalhadores Sociais.



A conferência ocorre pela segunda vez na América-Latina e pela primeira vez no Brasil, País com o segundo maior número de assistentes sociais, perdendo apenas para os Estados Unidos. O estado da Bahia possui cinco mil profissionais da área e beneficia com os programas sociais mais de oito milhões de pessoas. O estado, segundo a vice-presidente do Conselho Federal de Serviço Social, Sâmbara Ribeiro, foi escolhido por reunir todas as condições necessárias para uma Conferência deste porte. “A Bahia tem a infra-estrutura ideal, tanto hoteleira quanto cultural”, completou Sâmbara.



O objetivo da Conferência é trocar experiências e discutir os problemas atuais da sociedade, bem como promover o intercâmbio entre os servidores. De acordo com Sâmbara Ribeiro, as principais dificuldades na área giram em torno de verba. “A efetivação de direitos depende de políticas sociais públicas. E os recursos oferecidos conseguem atender apenas uma parte dos necessitados”, desabafa Sâmbara.



Para o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, a Conferência é o momento de debater, assim como consolidar e ampliar os programas sociais dos governos federal e estadual “A Conferência é o momento de refletirmos sobre como reduzir a desigualdade social e diminuir a pobreza. É a hora de unirmos o técnico-científico com o político para melhorarmos a qualidade de vida da população”, informou o ministro.



O Assistente social é responsável por proteger e garantir os direitos sociais, civis e políticos da população. O público-alvo do atendimento pode ser idoso, criança, mulheres (gênero), famílias e deficientes. Quando ainda era voluntária, D. Marta descobriu a vocação para trabalhar na área . Hoje ela trabalha no Hospital Manuel Vitorino e atende todas as pessoas ligadas a instituição. E, mesmo depois de 30 anos, diz que é difícil controlar a emoção. “Nós estudamos anos na faculdade para aprender a técnica para dar suporte às pessoas que sofrem algum tipo de violência ou tem seus direitos violados, porém, antes de sermos profissionais, somos seres humanos e é difícil controlar as emoções muitas vezes”, afirmou Marta.