Os tubos que vão compor o emissário submarino da Boca do Rio chegaram no atracadouro da Base Naval de Aratu, em Salvador. O navio irlandês Beluga Shipping trouxe do Chile, 191 tubos, com 12 metros, em PEAD, material borrachoso resistente e flexível adequado para tubulações que sofrem ação de movimentos ou impactos.
Técnicos acompanharam todo o trabalho de estocagem do material em três pontos, na própria Base Naval. Em todos eles, operadores de guindaste suspendiam e depositavam, com precisão de movimentos, as seis toneladas de cada tubo. O trabalho de desembarque e estocagem vai levar três dias para ser concluído. Após a liberação do navio, os tubos serão transportados até um estaleiro em Mapele, na Baía de Aratu.
Lá, eles vão ser acoplados por termofusão e se transformarão em quatro tramos (peças) com cerca 800 metros. Em Mapele, também estão sendo montados contrapesos que serão anexados à tubulação para que ela seja afundada no mar.
A partir de novembro, os tramos com os contrapesos serão transportados, pelo mar, do estaleiro de Mapele até a Boca do Rio. O afundamento da tubulação será feito até o final de fevereiro.
O emissário
A obra atenderá à ampliação do sistema de esgotamento de Salvador que, em 2010, terá capacidade de cobertura de 88% dos domicílios. Um milhão e 100 mil pessoas serão beneficiadas na capital e no município de Lauro de Freitas.
O governo estadual conseguiu diminuir o valor do contrato em 20%. A obra vai custar R$ 205 milhões, recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e será concluída em dois anos. Ao final, os efluentes urbanos terão sua destinação final adequada, deixando de poluir os rios e praias, trazendo saúde para a população.
Dúvidas mais comuns sobre o projeto
- Após as audiências públicas para implantação do emissário e visando atender à comunidade da Boca do Rio, foram feitas modificações no projeto original da obra.
- Durante a obra não haverá qualquer dano às dunas na Praia dos Artistas porque a tubulação vai passar afastada das dunas.
- As barracas de praia não serão afetadas pelas obras, e não serão relocadas.
- As quadras esportivas também vão ficar do jeito que estão. Nada vai mudar
- O assentamento da tubulação não vai causar danos ao meio-ambiente. Os estudos (registrados em imagens submarinas) revelam que não existe formação significativa de corais onde a tubulação vai ser implantada.
- A Avenida Jorge Amado não vai ser fechada ao tráfego. A escavação para assentamento das tubulações será feita de modo subterrâneo e ao longo da pista, por meio de túneis, sem abrir valas. Isso minimiza interferências no tráfego e na atividade comercial.
- Os estudos de avaliação ambiental concluíram que não vai haver prejuízo à pesca com a implantação do emissário da Boca do Rio. Pesquisa junto à pescadores da Colônia do Rio Vermelho atesta que, em mais de trinta anos de funcionamento do emissário existente no local, não houve redução na atividade pesqueira.
- Os moradores da área onde vai ser construída a Estação de Condicionamento, no Bate Facho não vão ser deslocados e nem vão perder seu campo de futebol. A obra não vai ocupar o espaço do campo.
- A Estação de Condicionamento Prévio da Boca do Rio não vai trazer mau-cheiro nem qualquer problema de saúde para quem mora nas áreas próximas.