Bahia tem mortalidade infantil em queda e aumento da expectativa de vida

Publicado: 25/09/2008 Última atualização: 05/10/2026 às 14:07

A redução da mortalidade infantil e o aumento da expectativa de vida dos baianos são os dados mais positivos para o estado revelados pelo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD-2007). Segundo o relatório, a taxa de mortalidade infantil na Bahia reduziu de 62,6%, em 1991 - o que representava 62,6 óbitos de crianças menores de um ano de idade a cada mil nascidos vivos - para para 34,5%, em 2006, e declinou ainda mais em 2007, chegando aos para 33,4%.


A expectativa de vida dos baianos experimentou um grande acréscimo de 13,3 anos ao passar de 58,7 anos em 1980 para 72 anos em 2007. A Bahia e o Pará são os estados do Nordeste e Norte que apresentam o mais elevado patamar de longevidade, bastante próximo da média nacional, 72,7 anos. Entre 2006 e 2007, a esperança de vida cresceu 0,3 ano ao passar de 71,7 para 72 anos.


A PNAD-2007 foi realizada pelo Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisada em parceria com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento.


Com aproximadamente 14,1 milhões de habitantes em 2007, a Bahia mantém-se como o estado mais populoso do Nordeste e o quarto do país, abrigando 27% da população nordestina e 7,4% da brasileira. As áreas urbanas abrigavam uma população de 9,56 milhões de pessoas, proporcionando um grau de urbanização de 67,8%.


O resultado coloca a Bahia como o estado que abriga o maior contingente de população rural do Brasil, cerca de 4,55 milhões de pessoas, quantitativo superior ao do total de campesinos da região Norte e cerca de 2,5 vezes ao da região Centro-Oeste do país.


Houve também uma forte redução na taxa de fecundidade, que caiu de 7,4 filhos/mulher em 1970 para 2,2, em 2006, e para 1,9 filho/mulher, em 2007. A taxa já está situada abaixo do nível de reposição da população (2,1 filhos/mulher). Além de possuir a menor taxa de fecundidade das regiões Norte e Nordeste do país, o número médio de 1,90 filho/mulher é ligeiramente inferior ao da média nacional (1,95 filho/mulher).


Futuro


A partir dos resultados da pesquisa, conclui-se que, em relação à mortalidade infantil, a perspectiva é que no ano 2030 deverá ser de 16 óbitos de crianças com menos de um ano de idade para cada grupo de mil nascidos vivos, o que representará uma redução de mais de 50% em relação ao ano de 2007.


A espectativa de vida dos baianos, em 2030, deverá ser de 77,4 anos, sendo que, no caso das mulheres alcançará 80,7 anos, enquanto que a dos homens será de 74,2 anos. Em 2007, a população baiana com mais de 60 anos já somava 1,4 milhão de pessoas e correspondia a 9,9% do total.


Apesar do franco processo de envelhecimento, aproximadamente, 28,3% da população baiana ainda é formada por adolescentes e jovens de 15 a 29 anos de idade, cerca de 3,98 milhões de pessoas.