Para integrar as unidades de conservação e áreas protegidas do Corredor Central da Mata Atlântica, acontece até esta sexta-feira (26) o 6º Encontro de Gestores das Unidades de Conservação do Corredor Central da Mata Atlântica, em Pedra Azul (ES). Estão participando do encontro mais de 75 gestores de unidades de conservação federais, estaduais e municipais, da Bahia e do Espírito Santo.
A Bahia expõe no encontro os resultados obtidos nas ações de elaboração de planos de manejo, criação de unidades de conservação, fortalecimento dos conselhos gestores, apoio a monitoramento e fiscalização ambientais.
Segundo Milson Batista, coordenador do projeto Corredores Ecológicos na Bahia, especificamente no caso da Mata Atlântica, o projeto pode ser caracterizado como “uma ação que busca articular políticas públicas, mobilizar recursos e ampliar a participação social”.
A rede de gestores foi criada em 2003, por iniciativa de alguns agentes que atuavam diretamente na gestão de unidades de conservação no âmbito do Corredor Central da Mata Atlântica, compreendendo o sul da Bahia e todo o Espírito Santo.
O projeto vem sendo reconhecido internacionalmente pela Unesco, por sua importância para a conservação da biodiversidade. Grande parte de sua extensão está incluída na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e no Sítio do Patrimônio Mundial Natural da Costa do Descobrimento.
O Corredores Ecológicos é uma parceria do governo com a sociedade civil, que tem como objetivo reduzir a fragmentação das florestas e possibilitar a conservação dos recursos naturais e da biodiversidade. No Brasil, existem o Corredor Central da Amazônia e o Corredor Central da Mata Atlântica.
Na Bahia, o projeto possui uma unidade de coordenação estadual, ligada à Secretaria do Meio Ambiente (Sema), através da Superintendência de Políticas Florestais, Conservação e Biodiversidade (SFC). A unidade tem por objetivo coordenar as ações do Corredores Ecológicos, dando apoio técnico e institucional e acompanhando as ações dos executores.