Estudantes e professores da rede estadual baiana comemoram a instituição da Lei 11.769, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estabelece a inclusão da música no currículo da educação básica. A notícia chega no momento em que as 1.753 escolas da rede estão mobilizadas, nas 33 diretorias regionais de Educação (Direc), para a final do 1º Festival Anual da Canção Estudantil (Face), que acontecerá no dia 26 deste mês, na Concha Acústica.
O evento vai selecionar três dos 15 classificados nas fases anteriores. A premiação será um teclado, uma guitarra e um violão para os três primeiros colocados respectivamente. Com a realização do Face nas escolas, a Secretaria da Educação (SEC) busca caracterizar a música como um espaço do saber, como acontecia nas primeiras décadas do século passado.
Com a instituição da lei, o MEC recomenda que, além das noções básicas de música, dos cantos cívicos nacionais e dos sons de instrumentos de orquestra, os alunos aprendam cantos, ritmos, danças e sons de instrumentos regionais e folclóricos para, assim, conhecer a diversidade cultural do Brasil.
O Face vem modificando a rotina dos estudantes, causando uma verdadeira revolução de ritmos e sons nas escolas. Foram mais de três mil canções produzidas na primeira fase e os classificados não mediram esforços para se preparar para os festivais regionais.
Com muita dedicação, participaram das oficinas de canto, expressão corporal e voz, oferecidas nas unidades de ensino como forma de preparação. O estudante Samuel Menezes, do Colégio Governador Luís Viana Filho, do município de Nazaré, disse que o mais importante para ele ter participado do festival foi a possibilidade de conhecer novas pessoas e estudantes das outras escola, podendo trocar experiências.
“E se o Face já está sendo um sucesso, com a música obrigatória, os alunos não deixarão mais de ir à escola, pois a música estimula aprender outras disciplina, incentiva estudar para escrever bem”, afirmou.