Viagem Oficial ao Benim

05/09/2008

LOCAL: Benin (Ouidah/Cotonou/Porto Novo)

DATA: De 08 a 11.09.08 (segunda a quinta-feira)





O QUE É: Viagem oficial de missão brasileira ao Benin.



INFORMAÇÕES ADICIONAIS:



VIAGEM: Tem como objetivo fortalecer os laços culturais, históricos, comerciais e econômicos entre o Brasil e o país da África, dinamizando suas economias. Para isso, a comitiva brasileira, que viaja a convite do presidente do Benin, Thomaz Boni Yayi, manterá encontros com lideranças políticas, culturais e empresariais. Os governos baiano e beninense ainda assinarão dois termos aditivos ao acordo de cooperação firmado em agosto do ano passado, durante a visita do chefe do Estado africano a Bahia, em que formalizaram suas intenções de promover a interação entre os dois povos, em diversas áreas (desenvolvimento econômico e comercial, intercâmbios culturais, escolares e universitários, ações sociais, gestão pública e parcerias com empresas).



MISSÃO: Além do governador Jaques Wagner, que será o primeiro chefe do Executivo baiano a pisar oficialmente em continente africano, a delegação é composta pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, os presidentes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luís Fernando Almeida, da Fundação Palmares, Zulu Araújo, e da Federação das Industrias do Estado da Bahia (Fieb), Vitor Ventin, e dos secretários estaduais de Cultura, Márcio Meirelles, Promoção da Igualdade, Luíza Bairros, e Indústria, Comércio e Mineração, Rafael Amoedo.



TERMOS: Tratam da implantação de programas de intercâmbio cultural e comercial e econômico. Em relação ao primeiro, o objetivo é fomentar ferramentas de aproximação das culturas, por exemplo, implementando a matéria História e Cultura Afro-brasileira nas escolas baianas, reconhecendo e reforçando assim as heranças dos negros beninenses escravizados e trazidos para o Brasil, bem como o ensino da Língua Portuguesa e da História e Cultura da Bahia nas unidades educacionais do Benin, de modo a atender a população do país descendente de brasileiros, os Agoudas. Já no segundo, o destaque fica por conta da troca de informações relativas às tecnologias utilizadas no cultivo do algodão no oeste baiano, a adaptação da indústria têxtil, voltada para os artesãos da Bahia, inspirada na cultura africana, as metodologias aplicadas no desenvolvimento da agricultura familiar e na convivência com o semi-árido, entre outras.



COMÉRCIO: Em 2007, a corrente de comércio entre a Bahia e Benin foi da ordem de US$ 324 mil, com destaque para a exportação de fios para o país africano. Já a corrente de comércio entre Brasil e Benin, no mesmo período, chegou a US$ 46,5 milhões, sendo o arroz responsável por quase 40% importações beninenses.



BAHIA X BENIN: Começaram a estreitar relações em 1987, quando teve início um intercâmbio cultural com a inauguração no Pelourinho da Casa do Benin e, em Ouidah, da Casa do Brasil. Ambos são espaços culturais, que mostram similaridades das duas nações. A revitalização dos dois centros culturais está na pauta dos entendimentos entre Benin e Bahia.



BENIN: Localizado no centro-oeste do continente africano, o país foi colônia francesa de 1892 até a década de 60 do século passado. A língua oficial é o francês e a religião semelhante ao candomblé. De lá vieram muitos escravos para o Brasil, quando nosso país era colônia portuguesa. A influência cultural dos negros do Benin está marcada principalmente na culinária baiana, que herdou o acarajé (que lá se chama acará), a feijoada, o azeite-de-dendê e o inhame. Atualmente, o Benin é um dos 30 países com maior índice de mortalidade infantil - 78 crianças a cada 1 mil morrem antes dos três anos.