Novos sistemas de crédito e financiamento para micro e pequenas empresas estão em discussão no 13º Fórum Ibero-Americano de sistemas de garantias de crédito, nestas quinta e sexta-feiras (16 e 17), no Hotel Pestana, em Salvador. Cerca de 300 representantes de instituições financeiras e especialistas nacionais e internacionais em crédito empresarial de 24 países estão reunidos no encontro, promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Um dos principais temas do Fórum são as Sociedades de Garantia de Crédito (SGC), sistema vigente em alguns países latino-americanos e europeus como Portugal. As sociedades são instituições que complementam as garantias exigidas de seus associados nas operações de crédito contratadas com instituições financeiras.
“É um sistema mutualista, cooperativo, no qual os participantes adquirem o fomento através de entidades financeiras e governamentais, que criam mecanismos e garantia que facilitam o crédito e reduzem as taxas de juros e tarifas”, explica o diretor de administração e Finanças do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos.
“As Sociedade de Garantia de Crédito chegaram para resolver um gargalo que era a questão das garantias”, afirmou o empresário Nicolas Honorato. Segundo ele, as sociedades proporcionam fundos a partir da cooperativa das empresas, o que permite às micro e pequenas empresas, afrontar as garantias que os bancos exigem.
Durante o fórum, experiências de sucesso de outros países, como Portugal, onde o sistema de SGC é vigente, estão sendo apresentadas para os empresários baianos e brasileiros. Portugal está investindo pela segunda vez, mais de US$1 bilhão em créditos para micro e pequenas empresas, o que têm movimentado a economia do país e dinamizado os investimentos financeiros das PMEs.
De acordo com o representante do banco português Espírito Santo, Luis Guimarães de Carvalho, “a tendência é que o país continue investindo nas micro e pequenas empresas, pois é um sistema vantajoso para o empresariado e para os bancos”, garantiu. Segundo ele, os empresários conseguem ter crédito de forma mais simples e rápida e os custos para os bancos são bem mais baixos com as garantias.
Para os empresários, uma oportunidade de conhecer e avaliar as experiências que deram certo em outros países. “As Sociedade de Garantia de Crédito chegaram para resolver um gargalo que era a questão das garantias”, afirmou o empresário Nicolas Honorato. Segundo ele, as sociedades proporcionam fundos a partir da cooperativa das empresas, o que permite às micro e pequenas empresas, afrontar as garantias que os bancos exigem.
O governador Jaques Wagner comentou sobre a crise econômica mundial e falou sobre a importância das micro e pequenas empresas no desenvolvimento econômico do Brasil e na geração de emprego e renda. “Toda oportunidade de crédito ou financiamento para as micro e pequenas é válido, pois elas representam cerca de 65% dos empregos gerados no país”, explicou. Wagner falou sobre o momento delicado por que passa a economia mundial e atentou para a reflexão que o empresariado e os governos deve fazer sobre o atual panorama econômico.