Balé do TCA se apresenta em quatro cidades do interior

03/11/2008

A três coreografias criadas ao longo deste ano pelo Balé Teatro Castro Alves (BTCA) serão apresentadas, este mês, em Feira de Santana, Santo Amaro da Purificação, Valença e Jequié, dentro de uma nova proposta de interação com as linguagens artísticas contemporâneas.


Os espetáculos, com entrada franca, ocorrerão sempre às 20 horas, e as coreografias são “S/Título”, “Azul de Klein” e “Engenho”.


Companhia oficial de dança do Estado, o BTCA tem como diretor artístico, o dançarino Paullo Fonseca. O Balé foi criado em 1981 e é mantido pela Secretaria de Cultura, por meio da Fundação Cultural (Funceb).


Em 2007 houve uma mudança no modelo de gestão e atuação, com a unificação dos dois elencos das antigas companhias BTCA 1 e 2. Além disso, a companhia partiu para o intercâmbio com grupos independentes de dança - projeto BTCA Residência, e a aproximação com outros artistas da dança contemporânea - projeto BTCA Convida.


Programação



Feira de Santana


Dias - 7 e 8 (sexta e sábado)

No Centro de Cultura Amélio Amorim

Coreografias - “S/Título” e “Azul de Klein”


Santo Amaro


Dias - 13 e 14

No Centro Cultural Dona Cano

Coreografia - “Engenho”


Valença


Dias 22 e 23

No Centro de Cultura Olívia Barradas

Coreografias - “S/Título” e “Azul de Klein”


Jequié


Dias - 26 e 27

No Centro de Cultura Antonio Carlos Magalhães

Coreografia - “Engenho”


Coreografias


“S/Título” - Inspirado em “a hora em que não sabíamos nada uns dos outros”, do poeta e dramaturgo austríaco Peter Handke, a coreografia foi concebida pela premiada diretora teatral alemã Nehle Franke, que mora no Brasil desde 1994. Suas montagens são recheadas de impacto e inquietação.


“S/título” é ambientado em uma praça pública com personagens anônimos de uma realidade fragmentada. Propõe uma linguagem híbrida entre teatro e dança, baseado na expressão do corpo do intérprete. “Os bailarinos não são apenas os executores, mas também os autores de uma criação coletiva”.


“Azul de Klein” - Resultado de uma parceria com a Companhia João Perene – Núcleo de Investigação Coreográfica, que fixou residência no TCA por três meses, a coreografia “é a alquimia dos corpos em movimento”, diz o coreográfico João Perene.


“Estamos trabalhando com a alquimia das cores que esse artista sempre perseguiu”, explica, referindo-se ao pintor e escultor francês Yves Klein (1928-1962). “Vamos transformar o palco em uma tela em branco, que a gente vai pintar com esse azul. Os homens representam as imagens e as mulheres, as tonalidades”.


“Engenho” - A coreografia “é inspirado no açúcar, no passado colonial do Brasil e seus sintomas contemporâneos. Está dividido em três partes intituladas A Viagem, O Engenho e A Morte.”


É o que explica o dançarino e coreógrafo alemão Felix Ruckert, que já atuou com o Tanztheater Wuppertal, da revolucionária coreógrafa Pina Bausch, cujas montagens de dança-teatro valorizam a integração de todas as formas de expressão artística.


A trilha sonora de “Engenho” foi produzida em colaboração com o músico e DJ baiano Boeing e mescla música eletrônica minimalista e canções da MPB. Participação de dançarinos convidados.