Em meio a turbulência econômica internacional, o governador Jaques Wagner, contrariou a lógica dos mercados e foi à Suécia em busca de investimentos para a Bahia. Na Europa firmou pactos e garantiu o montante de US$ 2,5 bilhões para a duplicação da fábrica de celulose Veracel, localizada em Eunápolis, Extremo Sul do estado. O negócio deve gerar mais de quatro mil empregos diretos e 12 mil indiretos para a região.
“A crise financeira internacional foi gerada nos países centrais não nos emergentes. Se soubermos aproveitar o momento, ela (a crise) pode se transformar numa janela de oportunidades”, declarou Wagner.
De volta a Salvador, na tarde desta quarta-feira, (19), Jaques Wagner concedeu uma entrevista coletiva, no aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães. Tranqüilo, relatou que a viagem foi positiva e que vai seguir a recomendação do presidente Lula de enfrentar a crise financeira com os pés no chão. Na sua avaliação o cenário econômico brasileiro está melhor que o europeu. “Acredito que a crise foi na economia virtual, a culpa é dos especuladores que transformaram a economia mundial num grande cassino”, disse.
O governador aposta na via que trilha na contra-mão da crise financeira internacional. Para embasar sua tese ele cita os últimos investimentos que conseguiu para o estado. “Lançamos o Pólo Naval, trouxemos as Casas Bahia – lojas do comércio varejista – conseguimos um vôo diário Miami-Salvador. Vou continuar viajando para atrair novos investidores para o estado”, disse.
Wagner acredita que sustentabilidade é sinônimo de equilíbrio econômico e ecológico. Por conta disso propôs aos executivos da Veracel que na Bahia a indústria se transforme numa empresa florestal para o plantio de matas para a biomassa, movelaria e regeneração de florestas.
A veracel é é fruto da parceria de duas gigantes no ramo da celulose e papel, a brasileira Aracruz e grupo sueco-filandês Stora Enso. A empresa é referência internacional no setor. Detém título de campeã mundial na produção de celulose.