A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), por meio das suas políticas para a juventude, vem implementando ações integradas para elevar a qualidade de vida não apenas do jovem beneficiado, mas também da sua família e comunidade.
O enfoque étnico-racial é uma das prioridades das políticas públicas voltadas para a juventude desenvolvidas pela Sedes e a principal delas é o programa Jovens Baianos. “Este é o carro-chefe para a articulação de projetos e ações que, além de valorizar a cultura negra, viabilizam a inserção desse segmento no mercado de trabalho através da capacitação profissional e do estímulo ao protagonismo político da juventude negra”, disse o coordenador do programa, Anderson dos Santos.
Além de atender à juventude negra, o Jovens Baianos é voltado para indígenas, mulheres, quilombolas e a juventude da área rural. A articulação e a integração de diversos projetos realizados por outras secretarias estaduais ou prefeituras também fazem parte da proposta.
“O objetivo é potencializar as ações do Estado para o sucesso das políticas públicas de juventude, considerando as diversas dimensões que envolvem a heterogeneidade do mundo juvenil”, destacou o secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Valmir Assunção.
Cumprindo a tarefa
As ações voltadas para a qualificação da juventude negra, no entanto, não são novidades para a Sedes. Em agosto de 2007, foram assinados convênios com a Associação Cultural Ilê Aiyê, o Núcleo Omi Dudu e a Sociedade Hólon, visando desenvolver atividades de qualificação profissional e formação cultural.
Atualmente, as ações da Sedes já beneficiam mais de 55 mil jovens em todo o estado, com parcerias com o governo federal e entidades da sociedade civil organizada.
No convênio com o Ilê Aiyê são beneficiados 300 jovens de 16 a 24 anos. Eles participam dos cursos profissionalizantes de eletricidade predial, telemarketing, cozinha industrial, dança, percussão e informática. Os atendidos são moradores dos bairros da Liberdade, Pau Miúdo, IAPI, Caixa d’Água, Lapinha e Largo do Tanque.
“Esse apoio é fundamental. Queremos ver nossos jovens cada vez mais capacitados e, quem sabe, tornando-se doutores e até governantes”, disse o presidente do Ilê Aiyê, Antônio Carlos Vovô.
Qualificação profissional
O investimento do Estado promove também a qualificação profissional de 240 jovens por meio dos cursos de recepção e moda afro – os dois têm carga de 300 horas.
Serão realizadas ainda atividades socioeducativas e oficinas de cultura afro para 6 mil alunos e mais de 200 famílias. “São iniciativas que dão auto-estima aos jovens e fortalecem o trabalho que muitos movimentos e entidades negras já desenvolvem”, afirmou o presidente do Omi Dudu, Bartolomeu Dias.