Em continuidade às atividades da segunda etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa que acontece neste mês, técnicos da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) visitam nesta sexta-feira (21) a comunidade quilombola de Alegre, no município de Itaguaçu da Bahia, a 545 quilômetros de Salvador, na microrregião de Irecê. O objetivo é mostrar a importância da vacinação e orientar quanto a forma adequada de vacinar.
Ainda dentro das ações de sanidade animal desenvolvidas pela Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), por meio do Programa Sertão Produtivo, uma unidade móvel estará na localidade de quilombolas realizando cadastramento e o controle da saúde do rebanho de caprinos e ovinos.
Conscientização do combate à febre aftosa, práticas de vacinação, raiva dos herbívoros e utilização dos equipamentos proteção individual (EPI) serão alguns dos temas abordados ao longo do dia. Os agricultores familiares também assistirão a peças teatrais e palestras sobre temas relacionados à defesa agropecuária.
Segundo o diretor geral da Adab, Altair Santana, a meta é vacinar a totalidade do rebanho baiano, garantindo a manutenção da Bahia como zona livre de aftosa com vacinação.
“Este status sanitário possui reconhecimento internacional, permitindo ao estado a exportação de produtos vegetais e animais, além de material de multiplicação animal (sêmem e embrião) de bovinos e bubalinos para os mais diversos países”, enfatiza Santana. Ele acentua que essa condição também possibilita a participação do rebanho baiano em eventos pecuários em todo país e até fora dele.
Sertão Produtivo
O superintendente da Agricultura Familiar, Ailton Florêncio, explica que a unidade móvel do Sertão produtivo tem como objetivo percorrer a região do semi-árido baiano, oferecendo serviços de prevenção a doenças que acometem a ovinocaprinocultura. O programa conta com a participação de diversos órgãos da secretaria, dentre eles, a Adab, no que diz respeito à sanidade.
O cadastramento é pioneiro no estado e tem como finalidade saber o efetivo do rebanho de caprinos e ovinos na Bahia e das propriedades, como este rebanho está distribuído e, dessa maneira, criar mecanismos para as ações de sanidade animal. Além disso, o cadastro é base do controle de trânsito dos animais.