Regatas de Velas de Oceano dão colorido especial à Baía de Todos os Santos

24/11/2008

Mais de duas dezenas de veleiros de oceano de 21 a 42 pés, proporcionaram aos baianos, em especial aos que freqüentam as praias do Porto e Farol da Barra e da Ponta do Humaitá, na Ribeira, no final de semana, um espetáculo muito bonito, com as suas velas ao vento.


No sábado foram as regatas barla-sota “off shore” (fora da Baía de Todos os Santos), com barcos técnicos especializados. No domingo, as “in shore” (dentro), com embarcações de cruzeiros.


As provas, nas categorias RGS Regata A e B, ORC Internacional e ORC Club, valeram pontos para o Campeonato Baiano de Vela de Oceano, que tem final previsto para este sábado (29), com uma regata de longo percurso, saindo do Terminal Náutico da Bahia, às 13h, em direção à Ilha de Itaparica, onde haverá uma festa de premiação dos campeões da temporada de 2008.


Pela primeira vez, em 28 anos, o Campeonato Baiano de Vela de Oceano promovido pela Flotilha de Veleiros de Oceano da Bahia (FVOBA), com aval da Federação de Esportes Náuticos do Estado da Bahia (Feneb), conta com o apoio do Governo do Estado, por meio da Sudesb.


“Esta parceria é bastante significativa para o nosso esporte, pois vai nos possibilitar a realização de outros eventos nacionais e internacionais”, justificou o diretor presidente da Feneb, Paulo Costa.


Aos organizadores da competição, a Sudesb fez uma solicitação - que foi aceita – de que houvesse aulas de vela gratuitas para o público. O evento seria sábado, mas foi suspenso porque havia uma previsão de chuva para Salvador, segundo os institutos de meteorologia. “Mas, no sábado, deveremos realizar esta aula pública, em local ainda a ser definido”, adianou Costa.


Envolvimento


Também neste ano, uma preocupação dos organizadores foi a de envolver todos velejadores baianos na competição. “Separamos os veleiros que exigem regatas técnicas das embarcações utilizadas exclusivamente para lazer e cruzeiros. Procuramos variar as técnicas e oferecer uma maior visibilidade ao esporte, levando nossas regatas para públicos bem distintos, que freqüentam as praias da parte alta e baixa da cidade de Salvador”, afirmou o capitão da Flotilha de Oceano, Arnaldo Pimenta.


Segundo Luis Eduardo Pato, gerente de Vela do Yacht Club, “a sensibilização do público para esse esporte é lenta e gradual, mas está acontecendo aos poucos. Hoje, por exemplo, pessoas comuns que sonham ou gostam de velejar, já fazem pedidos para fazer parte das tripulações nas embarcações. O que prova o interesse crescente da vela de oceano na vida dos baianos”.


No evento, a presença do projeto “Solidariedade no Mar” foi saudada com muita alegria. Trata-se de uma embarcação–oficina, que dá apoio aos velejadores em casos de emergência. ”São mais de cinco anos que realizamos salvamento e segurança no mar. Agora, estamos construindo um barco-escola itinerante para atuar junto às pequenas comunidades na costa brasileira e também nas cidades ribeirinhas”, disse Luís Poesia, dono do veleiro “Poesia”.