Fapesb repassa R$ 3,9 milhões para pesquisadores

11/12/2008

Os 22 pesquisadores aprovados no Edital de Infra-estrutura estiveram na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), nesta quinta-feira (11), para assinar os convênios que formalizam o repasse de R$ 3,9 milhões para a implantação, ampliação, recuperação e/ou modernização da infra-estrutura física de laboratórios de programas de pós-graduação.


Apresentaram propostas, pesquisadores vinculados a universidades públicas ou privadas sem fins lucrativas. “Com os recursos, os programas vão poder adquirir máquinas, móveis e material bibliográfico necessários para o desenvolvimento das pesquisas, além de contratar serviços de terceiros e pagar despesas com importação de materiais de consumo, transporte, alimentação e hospedagem para a realização de trabalho de campo”, destaca o diretor científico da Fapesb, Robert Verhine.


Entre as propostas beneficiados, estão a do Laboratório de Investigação em Desigualdades Sociais da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e do Laboratório Interdisciplinar de Modelagem Computacional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).


Desde que foi criado, o Edital já investiu R$ 17 milhões em 172 projetos. Entre eles, o que teve participação decisiva na criação dos cursos de mestrado e doutorado em Biotecnologia da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) em parceria com o Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/BA).


Uma parte significativa dos estudos desenvolvidos neste programa de pós-graduação está relacionada à elaboração de novos medicamentos. Alguns trabalhos desenvolvidos nos cursos envolvem testes com substâncias retiradas de plantas do semi-árido, para o combate de doenças como o mal de Chagas e a leishmaniose.


Segundo o pós-doutor em Biotecnologia e professor do programa, Luciano Paganucci de Queiroz, “os resultados são promissores”. As experiências com medicamentos já geraram a solicitação de três patentes junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).


“Uma das características do curso é a geração de resultados práticos para a população, embora também tenhamos trabalhos de aplicação teórica”, explica Queiroz. As pesquisas desenvolvidas no programa também estão relacionadas ao potencial das plantas frutíferas da região e de substâncias de fonte animal, a exemplo de alguns derivados da peçonha da cascavel.