Com o objetivo de construir políticas de desenvolvimento e cooperação técnica entre a Bahia e os países africanos de língua portuguesa, o Governo do Estado promove nesta quarta e quinta-feiras (3 e 4), o Fórum África-Brasil-Bahia pela Sustentabilidade das Águas. O evento, realizado no Hotel Fiesta, reúne representantes do Governo do Brasil, de Angola, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe para trocarem experiências no enfrentamento da desertificação e mitigação dos efeitos da seca; das mudanças climáticas; do combate ao racismo ambiental e na gestão da águas, para a garantia de efetivação dos múltiplos usos e a democratização do acesso .
A partir das discussões do fórum será produzida a Carta de Salvador, que será entregue ao governador Jaques Wagner. Segundo o governador, o documento subsidiará a construção das cooperações para as políticas públicas nas áreas social, ambiental e econômica, com foco na sustentabilidade hídrica, socioambiental, étnico-racial e cultural. “Esse é um processo de aproximação crescente de cooperação em busca de crescimento sustentável. O intercâmbio com os países da Africa de língua portuguesa vem sendo feito de forma decisiva. A carta é uma maneira de propor diretrizes para a política de relação com esses países”.
Para o presidente do Instituto Nacional de Gestão de Recursos Hídricos de Cabo Verde, Antônio Pedro Borges, o fórum é mais uma maneira de estreitar os laços entre Brasil e países da África, principalmente nas áreas social, ambiental e econômica. “Com as diversas mudanças climáticas em todo planeta, é preciso debater ações conjuntas de desenvolvimento sustentável e eventos como esses são necessários para o aprimoramento e inserção de programas que visem o desenvolvimento econômico com sustentabilidade”, afirma.
Durante o fórum, serão apresentados os programas desenvolvidos pelo Governo do Estado, como Água para Todos, que em apenas um ano atendeu mais de 1,1 milhão de baianos e o Monitora, que tem como finalidade assegurar de forma sustentável a necessária disponibilidade de água, em padrões adequados aos respectivos usos. “É importante que o governo crie uma ponte com os países africanos, principalmente nas áreas do meio ambiente e das águas. Essas são questões comuns e de interesse de todos”, afirma o secretário do Meio Ambiente, Juliano Matos.
Nesta quinta-feira, último dia do evento, um dos temas abordados será as ações do Estado da Bahia para o enfrentamento da desertificação e mitigação dos efeitos da seca e para o setor do saneamento; apresentação da Política de Gestão das Águas: o Desafio para Gestão Pública.