Antes da divulgação da Carta da Bahia, documento com as resoluções das quatro cúpulas para o Mercosul, América Latina, em Costa do Sauípe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os chefes de Estado da Venezuela, Jamaica, Honduras, Paraguai, Bolívia, México e Equador, participaram de entrevista coletiva.
Em sua fala aos jornalistas, Lula destacou o fato de a reunião ser o primeiro encontro com a participação de representantes de todos os países latino-americanos. Ele também enfatizou a importância das reuniões, destacando a integração entres os países. "Quando essas nações se juntam, elas têm mais chances de participar das decisões globais, inclusive para evitar crises como essa, que surgiu no seio dos países ricos, atingindo os países que não participaram".
Na visão do presidente brasileiro, a política está mudando, principalmente nos países emergentes. Segundo ele, a América Latina está com a economia sólida, em um grande número de países. "Essa crise é uma grande oportunidade para fazer o que não foi feito em 40 anos porque todos ficavam esperando que o país rico desse uma chance a um país pobre".
Perguntado se acompanharia o presidente boliviano, Evo Morales, num eventual bloqueio econômico e diplomático aos Estados Unidos, Lula respondeu que é preciso aguardar a posse do presidente eleito, Barack Obama, "Até agora não conversamos formalmente com ele [Obama], mas vamos aguardar qual a política que será adotada para nós latinos-americanos, qual o comportamento em relação a Cuba e as mudanças nas políticas externas dos EUA.