Orquestra Juvenil 2 de Julho se apresenta na Cúpula da América Latina e Caribe

11/12/2008

A Orquestra Juvenil 2 de Julho (J2J) realizará dois importantes concertos para os 33 chefes de Estado presentes na Cúpula da América Latina e Caribe, nos dias 16, na Costa do Sauípe, e 17, na Sala Principal do TCA.


Sob a regência do maestro Ricardo Castro, a orquestra, formada por 90 músicos, na faixa etária de 12 a 24 anos, vai interpretar um repertório cuidadosamente selecionado, formado por obras de compositores latinos como Danzón nº 2, de Arturo Márquez, Batuque, de Lorenzo Fernandez, e a Suíte Estância, de Alberto Ginastera.


A apresentação do dia 17 será dentro do espetáculo Canto Geral, que contará com artistas como a argentina Mercedes Sosa, a venezuelana Cecília Todd, a peruana Susana Baca, o percussionista argentino Ramiro Musotto e o baiano Carlinhos Brown.


Os chefes de Estado terão oportunidade de conhecer a novíssima geração de músicos do projeto Neojibá (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia) que, além da J2J, já conta com mais um núcleo em atividade, a Orquestra Pedagógica Experimental.


A J2J, primeiro fruto do Neojibá, foi lançada em setembro de 2007, com o propósito de tornar a prática orquestral uma atividade fundamental na formação da cidadania, contribuindo na construção ética e cultural das crianças e dos jovens.


O trabalho, inspirado na metodologia desenvolvida no Fesnojiv (Sistema Nacional das Orquestras e Coros Juvenis e Infantis da Venezuela), promove uma rotina contínua e diária de estudos que garante a qualidade e o rápido aprendizado.


Prática contínua


Nas salas do Teatro Castro Alves, crianças e adolescentes realizam os ensaios de naipe com seus monitores (jovens baianos que foram aprender a metodologia desenvolvida no Fesnojiv), e também a prática de orquestra.


“É a única forma de desenvolver o aprendizado. Um jovem tenista também tem de jogar todos os dias. Se ele pára, o resultado nas quadras não será o mesmo”, compara Ricardo Castro, coordenador do trabalho.


Para melhorar a estrutura do projeto, foi firmado, em agosto deste ano, um convênio entre a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e as Voluntárias Sociais da Bahia, para que cada integrante pudesse receber uma bolsa-auxílio, o custeio do transporte, lanche e acompanhamento psicossocial.


Desde o início de suas atividades, a Juvenil realizou diversas apresentações públicas em locais variados, como no TCA, Câmara dos Vereadores, Faculdade de Direito, vão livre do TCA, Pelourinho, ensaio aberto no Teatro Iceia, e já atuou sob a regência dos maestros Manuel Lopez e Paul Rodrigues, além de ter participado de ensaios com Antoni Wit, Alex Klein e Carlos Izcaray, entre outros.


A Orquestra Pedagógica Experimental é o resultado do mapeamento feito no início de 2008, pela coordenação do projeto, para detectar o interesse de crianças e jovens em aprender um instrumento de orquestra. O grupo reúne, atualmente, 46 integrantes.


O Neojibá é promovido pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult) e realizado pela Fundação Cultural (Funceb), Teatro Castro Alves, sob gestão da Osba, e em intercâmbio com a Fesnojiv, da Venezuela. O projeto recebe recursos da Desenbahia e do Banco Capital, captados por meio da Lei Rouanet.