Os diretores de Gestão da Rede Própria e Vigilância Epidemiológica (Divep), da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), reuniram, nesta terça-feira (23), no auditório da Sesab, diretores e representantes de 16 hospitais de Salvador, região metropolitana e dos municípios de Feira de Santana, Alagoinhas e Ribeira do Pombal para definir um cronograma de capacitação para médicos e enfermeiros da assistência, destinado ao atendimento dos pacientes com suspeita de dengue.
O encontro foi aberto pela superintendente de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), Lorene Pinto, e pelo diretor de Gestão da Rede Própria, Renan Araújo, que falou sobre a necessidade de intensificar o plano de ação contra a dengue, principalmente nas unidades da rede própria e de gestão indireta, porta aberta para o atendimento de pacientes com suspeita de dengue.
“Vamos capacitar o corpo clínico das unidades para uma melhor abordagem e manejo dos casos de dengue”, disse o diretor. Lorene Pinto disse ser esta mais uma oportunidade para estruturar a assistência aos pacientes com dengue, principalmente aqueles que entram nos hospitais com as formas mais graves da doença.
“É preciso afinar nosso relacionamento. Para isso, vamos acordar um cronograma de treinamento”, explicou a superintende, acrescentando que a Suvisa pretende fazer esse treinamento dentro das próprias unidades. Serão feitas reuniões com os chefes de plantão e, a partir daí, efetivadas as capacitações.
Em seguida, Jesuína Castro, do Comitê de Combate à Dengue, fez uma apresentação sobre a atual situação da dengue na Bahia. Foram mostrados os índices de infestação, coeficiente de incidência e série histórica da doença, de 1994 a 2008. “Este ano, estamos com quase 36 mil casos da doença - 40% atinge a faixa etária de 5 a 14 anos”, disse a técnica.
Em sua apresentação, Leandro Dominguez Barreto, da DGRP, mostrou onde as unidades da rede própria se encaixam no Plano de Contingência da Dengue. Ele destacou a necessidade de se fazer um trabalho em rede, todos integrados, para que a assistência ao paciente possa ser feita de maneira adequada e eficiente.
“Todas as unidades da rede deverão ter seus profissionais (médico e enfermeiro) capacitados para realizar o diagnóstico, estadiamento e o manejo clínico, de acordo com o seu grau de complexidade”, explicou. Outra questão levantada foi em relação ao fluxo de coleta de amostras para diagnostico da dengue, para o Laboratório Central do Estado (Lacen).