Teste identifica 31 brinquedos com substâncias tóxicas

17/12/2008

Teste realizado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) em 31 brinquedos, identificou, em oito deles, um nível de ftalato acima do permitido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).


A utilização do ftalato gera polêmica em todo o mundo. O composto químico serve para dar flexibilidade ao plástico, sendo utilizado na maioria das vezes em brinquedos.


Na Europa, esse composto é proibido há quatro anos e nos Estados Unidos é ainda assunto em discussão. No Brasil, o Inmetro optou em regular o uso da substância.


Pelas normas do instituto, nenhum brinquedo pode conter ftalato DEHP, um tipo desse composto, com concentração acima de 0,1% em sua composição plástica.


Brinquedos para menores de três anos também não podem ter uma concentração de ftalato DINP, um outro tipo, acima desse mesmo porcentual.


Os limites para a presença de ftalatos em brinquedos foram definidos em setembro de 2007, a as empresas tinham até abril deste ano para se adaptarem.


O Inmetro aguarda o resultado de um segundo teste para repassar aos IPEMs de cada estado, como o Ibametro, a necessidade ou não de realizar o recall dos produtos reprovados pelo teste do Idec.


Brinquedos reprovados


Smile&Learn, da BS Toys (com 0,2% de ftalato, acima do permitido)


Lovely Collection, da Multi Brother, (com 39%)

Garu, da Grow, (6%)


Funny Car, da Plast Brinq (6%)

Chocalho Ocean Wonder, da Fisher-Price/Mattel (30%)


Boneca da Mônica (30%)


Meu Primeiro Boliche, da Algazarra (32%).


O boneco pirata do Shrek3 apresentou excesso dos dois tipos de ftalato, o DEHP (2%) e o DINP (39%)