Transformar o Ingá em uma instituição ambiental educada e educadora, por meio da integralização e transversalização da educação ambiental. Esta é a missão do Coletivo Educador das Águas, do Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá).
Em sua quarta reunião, ocorrida na última sexta-feira (16) no Auditório Paulo Jackson do Ingá, o Coletivo Educador das Águas discutiu e se propôs a aprimorar as perspectivas conceituais e de atuação do grupo, que é composto por representantes de todas as diretorias e coordenações do Ingá.
Nos encontros, a Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) tem sido um dos principais temas discutidos. Ela consiste em um conjunto de diretrizes que visam implementar a gestão socioambiental sustentável das atividades administrativas e operacionais do governo, em seus diferentes níveis.
A A3P parte do princípio de que o Estado possui um papel estratégico na revisão dos padrões de produção e consumo e na adoção de novos referenciais em busca da sustentabilidade socioambiental.
Para a implementação da A3P no Ingá, a iniciativa está apoiada em três eixos: reduzir, reutilizar e reciclar. “Embora a idéia da reciclagem seja a mais difundida, tudo começa pela redução consciente dos nossos padrões de consumo. Podemos também acrescentar ainda mais um r: o de repensar nossos valores e comportamentos a fim de combater o desperdício”, disse o representante da Coordenação de Gestão Estratégica do Ingá no Coletivo Educador das Águas, Glauber Almeida.
Vivenciar a A3P significa incorporar essas mudanças aos hábitos simples do dia-a-dia, como imprimir documentos nos dois lados do papel, fazer uso racional da energia elétrica (aproveitando ao máximo a luz natural), excluir arquivos inúteis do computador para otimizar seu desempenho e desligá-lo quando inativo (assim como o monitor e o estabilizador) e evitar o uso indiscriminado de copos plásticos, entre outras medidas.
Sobre o Coletivo Educador
Criado a partir de uma iniciativa da Coordenação de Educação Ambiental do Ingá, as reuniões do Coletivo Educador das Águas vêm acontecendo desde outubro de 2008, de forma participativa, crítica e democrática.
Até o momento, o percurso dos trabalhos abarcou reflexões e uma construção compartilhada sobre um modelo de atuação afinado com a realidade do Ingá, assim como o levantamento das potencialidades, dificuldades e expectativas de cada setor para a introdução de mudanças que considerem a variável ambiental nas práticas e rotinas administrativas da instituição.