Comércio baiano cresce 7,7% em novembro

Publicado: 16/01/2009 Última atualização: 05/10/2026 às 14:07

Superando as expectativas de baixo ou nenhum crescimento nas vendas do varejo em novembro de 2008, a Bahia alcançou novamente resultados favoráveis no mês, com o crescimento de 7,7% em relação ao volume vendido pelo comércio em novembro de 2007.


Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisada em parceria com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), em relação ao mês anterior (outubro), houve uma pequena queda de 0,5% na atividade comercial do varejo.


No acumulado de janeiro a novembro de 2008, a expansão do comércio baiano foi de 8,4%, quando comparado com igual período de 2007. Essa taxa ficou abaixo da observada no mesmo período do ano passado, quando o setor registrou um aumento de 10,2%. Quando observados os últimos 12 meses, a pesquisa indica igual crescimento, de 8,4%, no varejo.


Dos oito ramos que fazem parte do indicador, seis tiveram crescimento nas vendas, em relação a novembro de 2007. Os ramos de equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação e de tecidos, vestuário e calçados registraram recuos de, respectivamente, -18% e -17,4%.


Em contrapartida, os principais destaques couberam aos segmentos de outros artigos de uso pessoal e doméstico (33,5%), combustíveis e lubrificantes (16,5%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,7%) e livros, jornais, revistas e papelaria (9%), móveis e eletrodomésticos (7,2%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (6,4%) e o subgrupo de hipermercados e supermercados (4,6%).


Nos segmentos que não integram a taxa geral do varejo, houve queda nas vendas de veículos, motocicletas, partes e peças (-13,4%) e de material de construção (-6,6%).


Depois de vários meses seguidos apresentando recordes de venda, veículos, motocicletas, partes e peças registraram desempenho negativo. Entretanto, a expectativa é que o ramo tenha um impulso nos próximos meses, por conta das medidas do governo federal de liberação de recursos para as montadoras e de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros populares.


Vale ressaltar que após longo período apresentando resultados desfavoráveis, hipermercados, supermercados, produtos, alimentícios, bebidas e fumo vêm revelando expansão nas vendas, desde outubro, atingindo 6,4% em novembro. Essa taxa teve forte impacto positivo no desempenho do comércio baiano em novembro.