Desemprego se mantém estável na Região Metropolitana de Salvador

28/01/2009

O índice de desemprego permaneceu relativamente estável em dezembro de 2008, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), passando de 19,9%, em novembro, para os atuais 19,8% da População Economicamente Ativa (PEA). No comparativo entre dezembro de 2008 e 2007, a taxa de desemprego diminuiu de 20,3% para 19,8% da PEA. Um dos pontos mais positivos do ano foi o aumento da do rendimento médio em todos os setores de atividade. O ganho da população ocupada cresceu 10,5%, enquanto o da assalariada teve aumento de 9,6%.


Os números são Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED/RMS) realizada pela parceria entre a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, Dieese, Ufba, Setre e Fundação Seade. Mesmo com a pequena diferença entre os meses de dezembro e novembro de 2008, essa é a menor taxa de desemprego, relacionado ao mês de dezembro, desde o início da Pesquisa de Emprego e Desemprego, em 1996.


No último mês de 2008, aproximadamente 363 mil pessoas fizeram parte do contingente de desempregados, seis mil a menos que em novembro. Esse resultado decorreu da saída de 21 mil pessoas da PEA, subtraído a 15 mil ocupações, que deixaram de existir. A taxa de participação diminuiu, ao passar de 60,1%, em novembro, para atuais 59,3%.

Em dezembro de 2008, 15 mil pessoas perderam seus postos de trabalho, o que significou uma redução de 1% de ocupação na RMS. Os setores que mais retraíram foram o de Serviços (-2,6% ou 24 mil ocupações) e a Indústria (-2,3% ou 3 mil vagas).


O agregado Outros Setores, que inclui Serviços Domésticos, Construção Civil e Outras Atividades, não apresentou alteração, e apenas o Comércio mostrou desempenho positivo, com incremento de 12 mil ocupações na força de trabalho, o equivalente a 5,4% de crescimento. O contingente total de trabalhadores foi de 1.470 mil pessoas no mês.


Houve diminuição no emprego assalariado de 2,4%, o que significou redução, aproximada, de 23 mil vagas. O setor privado cortou 18 mil postos de trabalho, enquanto o setor público reduziu 4 mil (a diferença de mil vagas é referente a pessoas que não declararam o vínculo empregatício). Entre os assalariados do setor privado sem carteira assinada, houve decréscimo de 10 mil postos, e com carteira assinada, de 8 mil.


Considerando os outros segmentos ocupacionais, todos tiveram redução de postos de trabalho: autônomos, menos 10 mil ocupações, o agregado “Outros”, que inclui os Empregadores, os Trabalhadores Familiares e os Donos de Negócios Familiares, redução de 4 mil, e trabalhadores domésticos perda de 6 mil postos.


O rendimento médio real ficou relativamente estável para os ocupados em novembro (0,1%), enquanto registrou pequeno aumento para os assalariados (1,0%). Os valores desses rendimentos foram estimados, respectivamente, em R$ 983 e R$ 1.087. No mesmo período, as massas de rendimentos aumentaram para ocupados (0,5%) e para assalariados (2,0%).


Aumento dos rendimentos


No comparativo entre dezembro de 2008 e 2007, a taxa de desemprego diminuiu de 20,3% para 19,8% da PEA. A redução do contingente de desempregados em 12 mil pessoas foi resultado da saída de 16 mil pessoas da disputa por uma vaga, que mais que compensaram a extinção de 4 mil vagas. A taxa de participação na PEA retraiu de 61,5% para os atuais 59,3%.


O destaque de 2008 foi a evolução dos rendimentos. “O crescimento do rendimento médio ocorreu em todos os setores de atividade, especialmente na indústria (14,9%) e na construção civil (11,2%). Comparando com o ano de 2007, a Região Metropolitana de Salvador obteve a maior variação dentre as regiões metropolitanas pesquisadas”, ressaltou o economista da SEI, Luiz Chateaubriand. O ganho da população ocupada cresceu 10,5%, enquanto o da assalariada, 9,6%.


Em relação ao nível de ocupação, a taxa ficou praticamente estável (-0,3%). Apenas no setor de Serviços foi observado crescimento, com 16 mil novos postos de trabalho, isto é, expansão de 1,8%. Os demais setores tiveram perdas: Comércio, 10 mil postos (-4,1%), Indústria, 8 mil (-5,8%) e agregado Outros Setores, 2 mil (-0,9%), que inclui a Construção Civil, os Serviços Domésticos e Outras Atividades.


O contingente de trabalhadores assalariados aumentou 1,6%. Foi registrado crescimento tanto do emprego público (10 mil) quanto do setor privado (4 mil). Neste último, registrou-se aumento no contingente de assalariados com carteira assinada (7 mil) e redução entre os sem carteira (3 mil). O contingente de autônomos reduziu em 4 mil trabalhadores, o de domésticos em 17 mil, enquanto o do agregado 'Outros' aumentou em 2 mil.