Wagner diz que Fórum Social Mundial é um símbolo da busca pela democracia

30/01/2009

Os Fóruns de Autoridades Locais (Fal) e de Autoridades da Amazônia (Fala), eventos paralelos ao Fórum Social Mundial (FSM), que acontece em Belém (PA), foram dois dos compromissos do governador Jaques Wagner, nesta sexta-feira (30), dentro da intensa programação no encontro.


Para ele, “eventos como este são de suma importância pelo símbolo que carregam, demonstrando a importância de se buscar o entendimento de forma democrática, e com o respaldo da sociedade civil para a construção de um mundo ambientalmente sustentável e com valorização da economia solidária”.


O Fal - Fala ocorre em paralelo ao Fórum Social Mundial e é um espaço de articulação entre representantes de governos com a sociedade civil organizada para a busca de entendimento e parceria, tendo em vista a solução de problemas comuns.


Na noite da última quinta-feira (29), o governador Jaques Wagner, juntamente com ministros de estados de todo o Brasil e diversos países da América Latina e África, participou de um encontro inédito. Pela primeira vez na história do movimento popular, cinco presidentes da América Latina se reuniram num evento organizado por movimentos sociais de todo o mundo.


Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Hugo Chávez ( Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador) e Fernando Lugo (Paraguai) falaram sobre o impacto da crise financeira internacional na América Latina, evento de maior destaque do Fórum Social Mundial.


Ao fim dos discursos, ficou o consenso de que outro mundo e modelo econômico é possível, que não o capitalismo especulativo, “Mudando os padrões de consumo para preservar os recursos naturais”, segundo o presidente Evo Morales, da Bolívia e “ profundamente democrático”, de acordo com o presidente Chavéz, da Venezuela. “Uma América Latina digna e soberba para todos”, complementou Rafael Correa, do Equador.


O presidente Lula concluiu afirmando que “é hora de investir, construir e botar dinheiro no setor produtivo”, anunciando também a construção de 1 milhão de casas populares até 2010 e investimentos da ordem de U$174 bilhões da Petrobrás até 2013. “Nesse país, o povo pobre não será o pagador dessa crise”, afirmou o presidente do Brasil.


Calcula-se que cerca de 100 mil pessoas de todos os continentes estejam participando do FSM, que termina neste domingo (1º), em 2.400 atividades paralelas. São 5.860 organizações envolvidas, o que já caracteriza esta edição do FSM, a nona, como a mais plural de todas já realizadas.


Conferência de Comunicação da Bahia é destaque no Fórum Social Mundial


Pelo pioneirismo da realização da 1ª Conferência Estadual de Comunicação Social, em agosto de 2008, o Governo da Bahia deverá servir de exemplo e modelo a ser seguido para a convocação da 1ª Conferência Nacional e outras conferências estaduais. A inédita experiência baiana foi tema de uma mesa-redonda do Fórum Social Mundial, em Belém (Pará), na última quinta-feira (29). O assessor geral de Comunicação Social do Governo da Bahia, Robinson Almeida, participou das discussões com estudantes, pesquisadores e profissionais de diversos estados brasileiros e países.


“O desafio principal é encarar a comunicação como uma questão de política pública, eixo de estratégia e de desenvolvimento social. O modelo que defendemos é essencial para a formação e consolidação de valores”, afirmou Almeida, enfatizando que a sociedade civil organizada deverá se mobilizar para participar da construção desse novo modelo de comunicação no Brasil.


O estudante colombiano Luís Miguel Mendes foi um dos participantes da mesa. “Me interessei pelo tema por saber como a economia de mercado se apropria dos meios de comunicação para impedir o avanço e ascensão popular”, afirmou.