O Instituto Steve Biko quer expandir para a rede pública de ensino sua experiência e tecnologia social em iniciação científica de jovens negros de Salvador. A idéia foi apresentada nesta quarta-feira (4), ao governador Jaques Wagner, na Governadoria, em encontro com a participação da secretária de Promoção da Igualdade, Luíza Bairros.
O diretor-executivo do instituto, Sílvio Humberto, falou sobre alguns dos entraves à inserção e ascensão social do jovem negro da capital. A redução de matrículas no ensino médio, a baixa representatividade nas áreas de ciência e tecnologia e a falta de professores de ciências seriam exemplos dessa lacuna, segundo o dirigente.
O Instituto Steve Biko é uma organização da sociedade civil que atua há 16 anos na promoção de ações afirmativas para a juventude negra. Um dos principais programas desenvolvidos pelo instituto é o Oguntec, que estimula os jovens para as áreas de ciência e tecnologia. Em novembro do ano passado, uma ex-aluna do curso, Sheila Regina, ganhou o prêmio nacional Jovem Cientista, tendo recebido o prêmio das mãos do presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva.
No Estado, a idéia da ONG é promover o Oguntec na rede pública de ensino. “Essa tecnologia social tem o mérito de combater a evasão escolar e aproximar a família da escola”, afirmou Sílvio Humberto.
A secretaria de Promoção da Igualdade deverá ter o papel de articular os órgãos de governo envolvidos no tema: “A Secti já está estudando o assunto, porque tem interesse na popularização da ciência, e deveremos articular também com a SEC”, ponderou Luiza Bairros.