Qualidade do ar será monitorada nos três circuitos do Carnaval

19/02/2009

Durante os cinco dias de Carnaval, a quantidade de material particulado (poeira em suspensão) - emitido na atmosfera por meio da combustão do diesel, utilizado nos trios elétricos, carros de apoio, caminhões de lixo, ônibus urbanos e outros veículos – será monitorada nos três circuitos da folia.


Este ano, a medição será indoor (dentro dos camarotes). De acordo com os estudos, estes ambientes concentram uma vez e meio mais poluição do que os ambientes externos.


Realizado por uma equipe de 10 pessoas, o trabalho vai monitorar especificamente o nível de material particulado fino (PM 2,5) na atmosfera de camarotes armados nos circuitos Dodô, Osmar e Batatinha.


A medição será feita por meio de um nefelômetro, aparelho que detecta instantaneamente o tamanho mínimo de partículas capazes de penetrar nas vias respiratórias.


“Partículas de poeira de até 10 micrômetros, ficam presas nas narinas. Partes menores que esta geralmente chegam aos pulmões e à corrente sanguínea, causando danos à saúde”, explica a coordenadora do trabalho de monitoramento da qualidade do ar no Carnaval, Nelzair Vianna.


Nelzair revela que a grande incidência de algumas doenças no período pós-Carnaval – relacionadas principalmente com o aparelho respiratório – demonstra a importância de estudos em fatores ambientais de risco.


As amostras vão ser analisadas em laboratório e o resultado será divulgado após a festa. “Estes resultados permitirão um olhar mais amplo da exposição aos poluentes atmosféricos e o desenvolvimento de ações que venham a contribuir de forma preventiva para a saúde dos foliões e trabalhadores no Carnaval de Salvador”, destacou Juliano Matos, secretário estadual do Meio Ambiente.


A pesquisa de monitoramento é uma ação conjunta da Secretaria Estadual do Meio Ambiente com a Secretaria Municipal de Saúde, Superintendência do Meio Ambiente de Salvador (SMA), Universidade Federal da Bahia (Ufba), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade de São Paulo (USP) e Faculdade Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC).