O Governo da Bahia, por meio do Instituto de Gestão das águas e Clima (Ingá), autarquia da Secretaria do Meio Ambiente, participa entre desta segunda (23) até quarta (25), em Fortaleza, do 2º Seminário Brasileiro contra o Racismo Ambiental. Os objetivos do evento são aprofundar o debate sobre as dimensões do tema no Brasil, ampliar as articulações e promover troca de saberes, conhecimentos e experiências de resistências às injustiças socioambientais e incentivar novos públicos sobre a questão.
Dentre os assuntos abordados serão discutidas questões relacionadas à justiça ambiental, racismo, impactos socioambientais, desigualdades, setores produtivos e outros. O representante do Ingá, Diosmar Santana Filho, assessor para Povos e Comunidades Tradicionais, irá abordar o avanço das políticas públicas das águas no na Bahia. Ele faz parte da mesa que compõe o Painel Desenvolvimento como, para quê e para quem: racismo ambiental e alternativas de resistência. A palestra tem como tema Justiça Pelas Águas: a importância do nosso questionamento e da nossa cobrança para manter os governos que elegemos na direção do socialismo que queremos.
Diosmar vai destacar pontos dos programas e ações da política participativa das águas por meio do acompanhamento e apoio dos Comitês de Bacias Hidrográficas; do monitoramento para identificar a qualidade da água dos rios baianos; da implementação dos Planos de Bacias reconhecendo os territórios etnorraciais – esta é uma experiência única no país; do fortalecimento do espaço através dos Comitês – os Comitês e o Conselho Estadual de Recursos Hídricos (Conerh) estão ampliando a participação dos povos com a criação da Câmara técnica dos povos e das comunidades tradicionais.
O conceito de racismo ambiental vem sendo difundido cada vez mais no país, mas muita gente ainda não sabe que esse tipo de discriminação é a forma de injustiça socioambiental que recai desproporcionalmente sobre comunidades - marisqueiras, pescadores, quilombolas, entre outros - que resistem aos projetos que visam apenas o desenvolvimento econômico.
Durante três dias, estarão reunidos no encontro da capital cearense indivíduos e organizações que lutam contra o avassalamento das populações e do meio ambiente pelo modelo de desenvolvimento hegemônico e insustentável. Os participantes irão recolher depoimentos sobre casos de injustiças ambientais, com a finalidade de montar uma base de informações que poderá ser utilizada como uma importante ferramenta de crítica à economia excludente.