Cachoeira comemora 172 anos

13/03/2009

A cidade histórica de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, berço do Turismo Étnico, comemora nesta sexta-feira (13) 172 anos de elevação da antiga Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira à categoria de cidade, chamada simplesmente Cachoeira.


Para comemorar a data, haverá uma grande festa, com atos cívicos, shows e inaugurações, começando com uma alvorada, às 6 horas, e hasteamento das bandeiras, às 8 horas, em frente ao prédio da Câmara de Vereadores, ao som da Filarmônica Lyra Ceciliana.


Em seguida, representantes de várias religiões celebram um culto ecumênico, tendo como tema “Cachoeira pela paz e convivência harmônica da diversidade religiosa de nossa gente”, e, às 9 horas, será realizada uma sessão solene no salão nobre da Câmara.


Distante 110 km de Salvador, a cidade que em 1971 ganhou o título de Monumento Nacional e foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), agora pleiteia o título de Patrimônio da Humanidade, concedido pela Unesco.


Religiosidade


A presença das religiões de matriz africana é marcante na cidade. Diversos terreiros de candomblé da tradição ketu, nagô, jêje e angola mantêm o culto aos orixás, inquices e vodus. Atualmente, esta rica influência dos povos de origem africana destaca-se no Turismo Étnico, que atrai milhares de turistas estrangeiros, especialmente norte-americanos.


Os turistas apreciam a devoção aos santos católicos, herança dos portugueses, em festas anuais como a Semana Santa, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora D’Ajuda, Divino Espírito Santo, e a festa de Nossa Senhora da Boa Morte, símbolo da força do sincretismo religioso, que inspirou o Programa de Turismo Étnico da Secretaria de Turismo da Bahia.


Pacata e tranquila, situada às margens do Rio Paraguaçu, Cachoeira revela-se ideal para quem quer fugir das agitações da cidade grande. Além disso, oferece ao visitante uma ótima oportunidade de reviver parte da vida do Brasil colonial e entrar em contato com as mais autênticas tradições do Recôncavo Baiano.


A contribuição da cultura dos índios, dos colonizadores portugueses e dos africanos trazidos para trabalhar como escravos nos engenhos de cana-de-açúcar fazem de Cachoeira um lugar especial de ricas tradições. A religiosidade, as manifestações populares e a diversificada culinária expressam a influência desses povos na vida dos cachoeiranos.