Inserir presos e egressos do sistema prisional no mercado de trabalho é o objetivo do curso “Preparando para a Liberdade”, que vai ser ministrado para 30 internos da Colônia Penal Lafayete Coutinho (CLC). A cerimônia de abertura acontece nesta quinta-feira (19) na unidade. Na semana passada, 39 internos da Colônia Penal de Simões Filho iniciaram as atividades.
Fruto de convênio de Cooperação técnica e financeira firmado entre a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) e a Fundação Dom Avelar Brandão Vilela, o curso proporcionará aos internos instrumentos educacionais que o permitam ter mais oportunidades ao ganharem liberdade. Essa é a quarta turma do “Preparando para a Liberdade”. Em 2008 foram formadas duas outras turmas, uma na CLC e outra no Conjunto Penal Feminino, em um total de 61 alunos capacitados.
Educadores, sociólogos, psicólogos, entre outros profissionais, abordarão 12 módulos como “Empreendedorismo”, “Autocuidado”, “Relações e comportamento individual, interpessoal, familiar, social e profissional”, “Pensar a Liberdade”, “Fortalecimento da autoestima e do autoconhecimento” e “Relação de gênero e étnico racial”. A duração do curso é de três meses.
Ações como essa é um dos pilares da Coordenação de Estudo e Desenvolvimento da Gestão Penal (CEDEGEP), que faz parte da Superintendência de Assuntos Penais da SJCDH. A preocupação da Secretaria é que, ao sair, o egresso possa ter condições de concorrer por uma vaga de emprego.
Oportunidades para quem ainda está recluso
Desde 2007, a Secretaria busca parcerias com empresas a fim de garantir empregos e atividades educativas para os internos. Atualmente 26 empresas privadas empregam 730 reclusos em todo o estado, remunerando-os mensalmente com 75% do valor de um salário mínimo, 1553 estão trabalhando em atividades rurais, de artesanato e manutenção das unidades e quase 2.300 internos participam de atividades laborativas.