O serviço de intermediação e qualificação profissional prestado pelo SineBahia no estado impressionou a delegação do Trabalho francesa, durante visita à unidade, nesta quinta-feira (5). Anne Catherine Belier e com Valèrye Graylen elogiaram o atendimento de qualidade e a integração da equipe.
Segundo Anne, “na França, 300 pessoas no mesmo local estaria numa balbúrdia incontrolável. Aqui, pelo contrário, há uma sensação de confiança no serviço prestado, e as pessoas que procuram por uma nova oportunidade no mercado de trabalho, não demonstram nenhuma tensão”.
O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Nilton Vasconcelos, que recepcionou a delegação juntamente com a superintendente do Trabalho da Bahia, Maria Thereza Andrade, disse que as pessoas que hoje fazem parte do atendimento no SineBahia foram todas contratadas pelo próprio sistema. “Assim, elas procuram fazer da mesma maneira como foram recebidas antes da contratação”.
Ele também informou sobre a criação há dois anos da Agenda Bahia do Trabalho Decente, um instrumento estratégico para o enfrentamento do desemprego e desenvolve ações concretas contra o trabalho escravo e o trabalho infantil no estado.
Outro fato positivo e que também chamou a atenção da delegação francesa foi o nível de respeito ao atendimento prestado pelo SineBahia. “Há um movimento sério por parte das pessoas, ouvindo cada trabalhador que chega em busca dos serviços. Isso fica bem claro até nos corredores”, enfatizou Anne.
Experiência francesa
Na troca de conhecimentos, as francesas falaram da maneira operacional como o seu país vem realizando a atividade de intermediação e qualificação profissional.
“Lá, o desempregado faz o seu credenciamento via internet. Quando é convidado para entrevista individual, é atendido por um “conselheiro” (atendente qualificado) por 45 minutos”, explicou Anne. Nesse primeiro contato é feito um diagnóstico da situação e traçado um perfil do desempregado. Um mês depois, quando ele retorna para receber o seguro-desemprego (tudo é sempre no mesmo local), o “conselheiro” realiza mais uma entrevista. Desta vez, de apenas 20 minutos. E assim ocorre mensalmente até que o mesmo retorne ao mercado de trabalho.
Segundo depoimentos das visitantes, a França hoje trabalha com o conceito de “pólo de emprego”, uma unidade do governo francês, semelhante ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), porém, com gestão totalmente profissional e conselho tripartite.
Os “conselheiros” são pessoas treinadas e, acompanham, em média, 80 desempregados até que os mesmos retornem aos seus antigos postos de trabalho ou, então, passem a ocupar uma nova função.
A assessora do Departamento de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Sinara Neves Ferreira, disse que a visita ao SineBahia foi uma escolha proposital. Trata-se de reconhecimento do grau de qualidade que o serviço oferece aos baianos, e que existe a possibilidade de ser celebrado um convênio franco-brasileiro com investimento do Banco Mundial.