A ampliação e substituição de antigos trechos da rede distribuidora que atende os bairros de Jardim Piatã, Alto do Coqueirinho e algumas áreas de Itapuã é a primeira obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) concluída pela Embasa em Salvador. O serviço começou em outubro e faz parte do Programa Água para Todos, que realiza 292 obras em 247 municípios de várias regiões do estado.
Trata-se do maior investimento em saneamento da história da Bahia num período de 30 meses, até dezembro de 2010, quando serão aplicados R$ 2,1 bilhões em abastecimento de água e esgotamento sanitário. O investimento em Itapuã, no valor de R$ 774 mil, regularizou o fornecimento de água nestas áreas onde eram frequentes as ocorrências de falta d'água, principalmente no período do Verão.
O Programa Água para Todos reúne um conjunto de ações de infraestrutura que vão melhorar a saúde, a qualidade de vida da população e os indicadores sociais em todo o Brasil, através da expansão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
A irregularidade no abastecimento nos bairros beneficiados é semelhante ao de muitas outras áreas de Salvador: resultou do crescimento populacional desordenado e de ligações irregulares feitas por alguns moradores para ter acesso à água tratada. Soma-se a isso, neste caso específico, o próprio desgaste da tubulação ao longo do tempo.
As queixas aumentavam sobretudo no Verão, quando sobe a demanda de consumo. Para ampliar a quantidade fornecida, cerca de oito mil metros de tubulação em PVC foram assentados, com diâmetros que variam de 60 a 250 milímetros.
A vendedora Anilda Soares conta que faltava água de quatro a cinco dias por semana em sua casa, no Alto do Coqueirinho, e que, muitas vezes, dependia da cisterna do vizinho para se abastecer. Mas, segundo ela, a situação melhorou bastante, pois “em fevereiro, a água só não caiu por dois dias”, considerando que esta é uma época quente e o volume usado é maior.
No Casablanca Village, em frente à Praia de Placaford, em Piatã, a funcionária da administração do condomínio, Rosane Cruz, explica que alguns apartamentos ficavam sem receber água por causa da baixa pressão, mesmo existindo reservatório em todos os prédios. “Antes, vinha fraquinha demais. Agora, a força tá normal”, diz. Depoimento parecido é o da funcionária pública Ivonete Ciuffo, que, atualmente, vê a água chegando forte e regularmente na sua residência, em Itapuã.