Uma reunião, sexta-feira (20) à tarde, no Espaço Crescer, da Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), reuniu mais de 20 prefeitos e representantes municipais para tratar da implantação de novos postos do Programa de Microcrédito do Estado da Bahia (CrediBahia).
Com 153 unidades espalhadas em 152 municípios, o CrediBahia investiu, entre 2002 e 2008, a soma de R$ 56,8 milhões para fomentar o crescimento e a consolidação dos micro e pequenos empreendimentos, gerar ocupação e renda e incentivar o comércio local.
“O programa tem uma dimensão muito importante no atual contexto da crise econômica mundial, sendo uma alternativa verdadeira para quem de fato trabalha e produz. Essa ação do governo da Bahia tem uma parceria imprescindível com as prefeituras, pois a riqueza gerada pelos empreendedores circula no próprio município”, afirmou o superintendente de Economia Solidária da Setre, Helbeth Oliva.
Criado em abril de 2002, o CrediBahia tem como público-alvo micro e pequenos negócios com faturamento anual até R$ 120 mil. Os recursos são oriundos do governo estadual, através do Fundo de Desenvolvimento Social e Econômico (Fundese) e do Programa Micro Produtivo Orientado, do governo federal.
O cliente, maior de 18 anos, pode solicitar créditos de forma individualizada ou solidária, a partir de R$ 200 até R$ 5 mil, com prazos de pagamento que vão até 12 meses, para investimento fixo ou misto, e de até seis meses, para capital de giro. Após a quitação do financiamento, ele pode pleitear um outro imediatamente.
Geração de renda e inclusão social
Para o coordenador de Microcrédito e Finanças Solidárias,Welligto Mendes, os financiamentos do CrediBahia são dirigidos para uma economia que parece invisível, “mas que é muito vigorosa, principalmente em momentos de crise como o que estamos vivendo agora”.
O representante da Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia), Marcelo Mesquita, destacou a capacidade de inclusão do programa, do qual a agência é gestora e responsável pela captação dos recursos a nível estadual e federal. ”Temos observado que o programa é um forte gerador de renda e inclusão social, fazendo o dinheiro circular de forma permanente pelos municípios”, disse.