O Centro de Atendimento a Vítimas de Violência (Ceav/BA) vai proporcionar atendimento psicossocial e jurídico, orientação e acompanhamento às vítimas de violência, familiares e seus dependentes. Inaugurado nesta segunda-feira (27), pela secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Marilia Muricy, e a presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, Diva Soares Santana, o ventro já está funcionando das 8 às 12 e das 14 às 18, na rua General Labatut, nº 26, Barris.
A meta é oferecer, com a atual equipe e estrutura, atendimento a 200 pessoas, anualmente, que tenham sofrido algum tipo de violência. As vítimas serão acompanhadas por uma equipe de profissionais, formada nas áreas de Serviço Social, Direito e Psicologia.
O Ceav/Ba também vai capacitar mais profissionais para atuar como multiplicadores de ações educativas voltadas para o combate e a prevenção da violência na região Metropolitana de Salvador e demais municípios. Outro objetivo é consolidar uma rede formada por instituições governamentais e não-governamentais para desenvolvimento de atividades voltadas para o enfrentamento e a prevenção da violência.
Durante a inauguração do centro, Diva Soares Santana destacou que a implementação do Ceav na Bahia é fruto de um compromisso assumido entre o Governo, por meio da SJCDH, na promoção dos direitos humanos no estado. “O Ceav faz parte de um sistema nacional de políticas contra a violência. Aqui na Bahia, nós temos, dentro desse sistema, o programa de proteção a testemunhas, que já tem resultados satisfatórios; temos agora o centro e estamos em fase de implantação do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAM)”, afirmou.
A secretária da Justiça, Marilia Muricy, caracterizou a inauguração do Centro de Atendimento a Vítimas de Violência como uma concretização das ideias compartilhadas tanto pela SJCDH quanto pelo Grupo Tortura Nunca Mais, e depositou no futuro esperança de que essas implementações continuem sendo feitas de maneira bem-sucedida. “O Ceav é um instrumento precioso; precisamos alimentar essas ideias como uma plantinha que precisa crescer e frutificar, para tentar diminuir o abandono em que estão sujeitas as vítimas de violência na Bahia”, ressaltou.