Estudantes da rede estadual visitam 9ª Bienal do Livro

24/04/2009

Para desenvolver a cultura da leitura é preciso de estímulo. Foi partindo dessa filosofia que a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) incentivou as escolas da rede estadual a levar os alunos à 9ª Bienal do Livro. Além do contato com diversas obras literárias, durante a visita os estudantes têm tido a oportunidade de trocar notas fiscais por um vale-livro.


Desde a semana passada, diariamente, diversos colégios têm levado grupos para explorar o universo da bienal e, nesta sexta-feira (24), não foi diferente. Centenas de estudantes compareceram para conferir as novidades e não esconderam o entusiasmo diante das prateleiras. Entre alunos de escolas públicas e privadas, a previsão é a de que 75 mil estudantes participem do projeto de visitação da bienal, que prossegue até domingo (26).


Estudante da 7ª série do Colégio Estadual de Pau da Lima, Amanda de Lima Oliveira, 13 anos, não via a hora de percorrer os estandes. “Quero procurar uma gramática e ver obras de Machado de Assis”, contou adolescente que, embora tenha dificuldade de eleger o livro que mais marcou sua vida, aponta o escritor Miguel de Cervantes. Diferente de muita gente que ainda não descobriu o prazer da leitura, Amanda disse que, lendo, aprende mais. “Não basta ler por ler, tem que compreender a leitura”, ensinou.


Enquanto Amanda se assumia como uma leitora nata, o estudante do 1º ano do Colégio Estadual Democrático Bertholdo Cirilo dos Reis, Felipe de Oliveira, revelou que este é um hábito que só recentemente ele passou a desenvolver. “Não lia muito não, passei a me interessar mais pela leitura depois que entrei para um curso de teatro”, contou, enquanto conferia o Dicionário da Capoeira.


Entre os gêneros de leitura preferidos, ele apontou as obras de aventura. Gosto parecido tem o estudante da 5ª série, do Colégio Estadual Góes Calmon, Luiz Eduardo Andrade Santana, que pretendia desbravar a bienal em busca do livro O Poderoso Chefão.


“Já vi o filme e os meus primos me falaram que o livro também é muito bom”, contou Felipe, que, entre as obras já lida, apontou O Reverso da Medalha como a predileta. Enquanto os estudantes se esbaldavam em meio às obras, eram supervisionados por olhares atentos de professores e gestores das escolas.


Para a diretora do Colégio Estadual Assis Châteaubriant, Noemi da Silva Calmon, no mundo tecnológico, onde crianças e adolescentes estão cada vez mais seduzidos pelas imagens em detrimento da leitura, é fundamental fazer esse estímulo. “É preciso colocá-los em contato com livros para ver se são contagiados por esse hábito”.


"Sempre digo que a cultura é a grande matriz do conhecimento. O livro representa uma das mais importantes ferramentas para aquisição de informações e conhecimento", ressaltou Sauer, acrescentando ainda que a SEC, em parceria com a Secretaria da Fazenda, está estimulando a leitura dos baianos por meio de um projeto que possibilitou a troca de notas fiscais por vales livros.


Foram 20 mil vales-livro, todos trocados em postos instalados em algumas unidades de ensino. Até mesmo os 1.500 vales disponibilizados para troca durante a bienal já terminaram.


O evento literário reúne 385 expositores e quatro espaços culturais, com programações independentes: Café Literário, Arena Jovem, Circo das Letras e Praça do Cordel e Poesia. O público que circular pela bienal vai poder visitar entre outros estandes, o da SEC, que expõe os principais projetos e programas da pasta. O ingresso custa R$ 6. Informações sobre a programação completa: www.bienaldolivrobahia.com.br.