Produtores de Canavieiras podem repovoar suas fazendas

22/04/2009

Produtores de camarão da região de Canavieiras, a 600 quilômetros de Salvador, já podem repovoar suas fazendas. A liberação partiu da Secretaria da Agricultura, por meio da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), em conjunto com o Ministério da agricultura (Mapa) e Bahia Pesca.


Os ógãos concluíram que o vírus da Mancha Branca e da Necrose Hipodérmica Hepatopoética Infecciosa (NHHI), doenças que acometem esse tipo de crustáceo, já estão sob controle. Em agosto do ano passado, após o surgimento da doença na região, todas as fazendas de criação de camarões foram interditadas pela agência.


A Adab, seguindo orientação do Mapa e normas internacionais, realizou coleta de material para exames, controle do trânsito e orientou o processamento da produção do camarão para comercialização, além de realizar atividades de educação sanitária e reuniões periódicas com os produtores para esclarecimento da situação.


Segundo o diretor geral da Adab, Cássio Peixoto, apesar da liberação do repovoamento das fazendas, a Adab continuará monitorando as áreas de produção em Canavieiras e também intensificará o monitoramento de fazendas localizadas em outros municípios do estado.


O intuito é detectar se ainda existe a presença dos vírus da Mancha Branca e da NHHI na região. “Essas são algumas das medidas de prevenção adotadas pela Adab nesse tipo de situação”, enfatizou Peixoto.


Sintomas


A Mancha Branca e o NHHI são enfermidades virais que afetam os camarões, porém, não são zoonoses, portanto, não podem ser transmitidas ao homem e nem trazem prejuízo para saúde humana caso haja o consumo desse produto.


Os sintomas podem ser detectados pela perda de apetite por parte do animal, aparecimento de camarões moribundos nadando na superfície e nas bordas dos tanques. No caso da Mancha Branca os camarões podem ou não apresentar manchas brancas no corpo. A propagação da doença pode dizimar populações inteiras em poucos dias.


Canavieiras, juntamente com os municípios de Valença e Jandaír, forma o maior pólo de carcinicultura da Bahia. Antes do surgimento das doenças, o município produzia aproximadamente 2.500 toneladas de camarão/ano, gerando em torno de 250 empregos diretos e 310 indiretos.