Comemoração pelo Dia Internacional da África

22/05/2009

LOCAL: Teatro Castro Alves (TCA), Praça Dois de Julho, s/nº, Campo Grande, em Salvador.

DATA: 25.05.09 (segunda-feira)

HORÁRIO: 19h





O QUE É: Lançamento da participação brasileira no III Festival Mundial de Artes Negras (III Fesman) e de selo comemorativo em homenagem à capoeira. Na oportunidade ainda acontecem espetáculos de música e dança com artistas brasileiros e senegalenses





INFORMAÇÕES ADICIONAIS:



EVENTO:
Celebra o Dia da Libertação da África, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972. Começa com a exibição de uma roda de capoeira, seguida da apresentação do selo. A próxima atividade da programação é o lançamento oficial do III Fesman e o encerramento fica por conta das apresentações artísticas. Estão previstas as participações de Carlinhos Brown, Gilberto Gil, Margareth Menezes, grupos Gêge Nagô, Ilê Ayê, Cortejo Afro e Filhos de Gandhy, além do senegalense Les Fréres Guisse, e os cantores Youssou N’dour e Cooumba Gwallo, do mesmo país. Além da presença dos presidentes Lula e do Senegal, Abdoulaye Wade, do governador Jaques Wagner e dos ministros da Cultura dos dois países, respectivamente, Juca Ferreira e Mame Birame Diouf, são esperados para a solenidade os embaixadores da França, Portugal e de 29 países africanos, como também outras autoridades locais e nacionais. O evento terá entrada franca para organizações culturais e sociais, artistas e políticos dos dois países.



SEMANA DA ÁFRICA EM SALVADOR: Após a cerimônia do dia 25, a cidade abrigará uma série de atividades comemorativas até 31 de maio, como exibição de filmes, palestras e shows.



FESMAN: Foi idealizado em 1960 pelo ex-presidente do Senegal, Léopold Sédar Senghor, e teve sua segunda edição realizada na Nigéria, em 1977. Com o tema “O Renascimento Africano”, o III Fesman acontece entre os dias 1º e 14 de dezembro de 2009, em Dacar, no Senegal, com organização do próprio governo senegalês. Este encontro das culturas e das artes dos povos negros da África, da Europa e da América, considerado o maior do mundo, pretende traçar um amplo painel da influência das tradições, costumes e religiosidade dos povos negros hoje. A previsão é de uma participação de 50 mil convidados estrangeiros, além do envolvimento de um público local de cerca de um milhão de pessoas. Mais de 80 países devem participar desta edição. O Brasil é convidado de honra e está encarregado de articular a participação dos demais países da América Latina. Até o mês de julho, a Fundação Cultural Palmares lançará edital de seleção para os artistas brasileiros que participarão dos shows e competições culturais do festival.



SELO: Homenageia esse Patrimônio Imaterial do Brasil, presente em todos os estados brasileiros e em mais de 150 países. Foca a obra “Vadiação”, da série Jogo de Capoeira, do artista plástico Carybé. A imagem mostra uma típica roda de capoeira e suas figuras tradicionais: jogadores e instrumentistas em ação, assistidos, informalmente, pelo povo em descontração e simplicidade. Os tons fortes ajudam a realçar o clima festivo. A tiragem é de 10,2 milhões de selos, a R$ 0,65 cada, que podem ser adquiridos nas agências e na loja virtual dos Correios pelo site: http://www.correios.com.br/correiosonline.



CAPOEIRA: De origem remota e controversa, fincou suas raízes no Brasil criando mitos e lendas, inclusive na resistência contra a opressão escravocrata. Foi perseguida e marginalizada durante quase trezentos anos, sendo praticada às escondidas. Era considerada apenas mais uma obscura tradição dos negros. Hoje, a capoeira é parte do cenário brasileiro e envolve em sua prática expressões que reúnem várias linguagens artísticas. Sua ligação com a Antropologia e a História reforça seu papel social e contribui na educação de importantes segmentos da população brasileira. Essa manifestação cultural tem variações regionais e locais a partir de suas modalidades mais conhecidas: a de Angola e a regional.



DIA INTERNACIONAL DA ÁFRICA: A data é símbolo da luta dos povos africanos pela sua independência e emancipação e representa a memória coletiva dos seus povos e a solidariedade na luta para o desenvolvimento econômico do continente.