Uma série ações diretas para fortalecer a competitividade dos Arranjos Produtivos Locais (APLs) foi proposta na manhã desta terça-feira (26), durante a primeira avaliação interna do Programa de Fortalecimento da Atividade Empresarial (Progredir), no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em Salvador.
Entre as sugestões para o fortalecimento da competitividade dos Arranjos Produtivos figuram: contratação de consultoria para comercialização dos produtos, agregação de valor com mais qualidade, reforço do marketing para divulgação do produto, apoio a eventos para divulgação e consolidação das marcas e capacitação em custos, certificação, classificação e padronização dos produtos.
O encontro avaliou ainda alguns gargalos, como a concorrência predatória por parte do comércio informal, que contribui para o rebaixamento dos preços, a dificuldade na divulgação e na padronização dos produtos, a baixa produtividade em alguns APLs.
Outras sugestões foram a criação de um portal para divulgação dos produtos e a formação de consórcios de exportação e organização de redes de aprendizagem.
Algumas necessidades apontadas foram apoio técnico para a elaboração de projetos empresariais visando a obtenção de outros financiamentos governamentais e a formação de grupos para atuar como multiplicadores com foco na visão de futuro.
O evento reuniu aproximadamente 60 pessoas, entre representantes das instituições parceiras, além de pequenos e médios e empresários dos APLs, para discutir o andamento e os rumos do Progredir, iniciativa voltada para micro, pequenas e médias empresas de diversos segmentos produtivos, organizadas em APLs.
Os APLs são aglomerações de empresas, localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outras instituições locais como governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa.
O representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que financia o Progredir, Manoel Pacheco, afirmou que o programa na Bahia é uma experiência que pode servir de referências para outros estados brasileiros, pois se encontra em um estágio mais adiantado.
Investimentos
O Progredir conta com o aporte de US$ 16,6 milhões, ao longo de 30 meses, para ampliar a competitividade empresarial a partir da cooperação. Os recursos são oriundos de fontes próprias do Estado e de parceiros (40%) e o restante (60%), obtido por meio de empréstimo junto ao BID. O Programa é coordenado pela Secti, em parceria com o BID, Sebrae e Instituto Euvaldo Lodi (IEL-BA).
Além estimular a competitividade, o Progredir visa desenvolver novas capacidades da gestão empresarial por meio da difusão e incorporação de critérios de excelência junto às empresas e capacitar o gestor empresarial, visando facilitar os processos de fomento da competitividade nas empresas.
São beneficiários da iniciativa os 11 APLs: Tecnologia da Informação (Região Metropolitana do Salvador), Transformação Plástica (RMS), Confecções (RMS e Feira de Santana), Fruticultura (Juazeiro e Vale do São Francisco), Cadeia de Fornecedores Automotivo (RMS, Feira de Santana e Recôncavo), Turismo (Zona do Cacau), Piscicultura (Paulo Afonso), Derivados da Cana-de-Açúcar (Chapada Diamantina), Caprinovinocultura (Senhor do Bonfim e Juazeiro) e Rochas Ornamentais (Ourolândia, Jacobina e Lauro de Freitas) e Sisal (Serrinha, Valente e outros municípios da região sisaleira do estado).