Petroquímicos e produtos metalúrgicos são destaque da balança comercial em maio

16/06/2009

Três importantes setores industriais na pauta de exportações baianas deram bons sinais de recuperação em maio. Os petroquímicos (aumento de 2% em relação a abril), produtos metalúrgicos (1%) e pneus (4,2%). Os produtos agrícolas seguem com bom desempenho, principalmente soja e algodão, que respondem pelo incremento de 94% e 151% respectivamente, comparado a igual período de 2008. No total, as exportações do setor agroindustrial cresceram 18,1% frente a 2008.


No entanto, a queda das exportações de celulose e derivados de petróleo foi responsável pela redução de 5% das vendas baianas ao exterior, em maio, se comparadas com abril, interrompendo uma tendência de quatro meses de crescimento.


A análise é do Promo – Centro Internacional de Negócios da Bahia, que divulgou o resultado da balança comercial no período de janeiro a maio. As exportações foram de 2,25 bilhões e as importações de US$ 1,5 bilhão, resultando no superávit comercial de US$ 750,9 milhões.


O setor de celulose, que vinha apresentando desempenho positivo desde abril de 2005, liderando a pauta de exportações desde novembro do ano passado, teve um recuo de 14% das vendas em maio.


Segundo o gerente de Estudos e Informações do Promo, Arthur Souza Cruz, a desaceleração das exportações do setor foi provocada pela redução nas compras chinesas e européias, mercados que faziam estoque aproveitando os baixos preços e a queda do Dólar frente ao Real.


Já as vendas de derivados de petróleo caíram 66,4% em relação a abril, atingindo em maio o seu menor valor no ano, US$ 20,9 milhões. “Embora os embarques desses produtos sigam outros determinantes, com variações mensais abruptas, tanto positivas quanto negativas, a queda em maio foi expressiva e tem a ver com a parada para manutenção da Refinaria Landulpho Alves, em abril, refletindo uma redução na produção mensal da unidade destinada a exportação, além das questões ligadas ao câmbio e a cotações do produto no mercado internacional que oscilaram bastante em abril”, explica Cruz.


Nas importações, houve queda entre todos os setores de janeiro a maio, exceto de fertilizantes, puxadas pelas compras de fósforo branco. As importações de naftas para petroquímica, principal produto de importação do estado, acumula queda de 60%, e as de minério de cobre, segundo mais importante, de 66,7%, expressando menor nível de atividade da indústria baiana. No acumulado, as importações fecharam com queda de 46%, com índice de 36,4% em maio.


Como o desaquecimento das compras externas foi maior que as vendas, 37,4% que corresponde a US$ 2,25 bilhões, registrou-se superávit comercial de US$ 750,9 milhões, número, entretanto, 8,4% inferior ao mesmo período de 2008. De acordo com o gerente do Promo, a crise financeira internacional já provocou queda de 41% nas operações de comércio exterior da Bahia de janeiro a maio, que é a soma das exportações com as importações, no total de US$ 3,76 bilhões.


A China permaneceu no mês de maio como principal mercado para as exportações baianas com 22% de participação e crescimento de 13% sobre abril. No ano, o incremento é de 40,1% sobre jan/maio de 2008, enquanto que os EUA registram queda de 63,8%, a União Européia de -51% e o Mercosul de -34%.