Donos de bares e restaurantes do Pelourinho e Terreiro de Jesus comemoram o aumento das vendas nos quatro primeiros dias da programação oficial do São João da Bahia em Salvador. De quarta-feira (10) até sábado (13), um público estimado pela Polícia Militar de 15 mil pessoas por dia lotou as ruas do Centro Histórico.
Sandra Moreira, dona do Restaurante Tropicália, afirmou que o sucesso do evento se deve “à ótima programação da festa”. Para ela, a movimentação de clientes em seu restaurante quase duplicou, em relação aos dias normais, e é tão grande quanto no Carnaval. “Já contratei quatro funcionários para podermos dar conta do atendimento às pessoas que vêm curtir o forró”, disse.
Para a segunda maratona de shows gratuitos no Pelourinho e Terreiro de Jesus, outros comerciantes também esperam reforçar os cofres. Donos de lojas de lembranças turísticas e sorveterias já perceberam que houve um aumento no número de clientes e das vendas nos quatro primeiros dias do São João no Pelô.
“Houve uma melhora, mas ainda visualizamos mais vendas, principalmente nos dias de atrações como Adelmário Coelho, Daniela Mercury, Gilberto Gil e Daniel”, declarou Sandra Cristina, funcionária da Sorveteria Le Glacie LaPorter.
Alberto Menezes, dono da Lanchonete Maná há 15 anos, contratou uma pessoa para poder conseguir atender a todos os visitantes do Pelourinho e fazer uma escala de descanso entre os atendentes. “Antigamente o São João do Pelourinho era uma festa para os moradores de Salvador e agora já percebemos que há pessoas de São Paulo e do Rio de Janeiro, por exemplo”, ressaltou.
Segundo a Associação Brasileira de Bares, Restaurantes e Similares (Abrasel), as festas juninas na Bahia representam um importante incremento nas vendas desse período, já que as comidas e bebidas típicas compõem a tradição dos festejos. O presidente da entidade, Luiz Henrique do Amaral, acredita num incremento de vendas de cinco a 15%, como uma média, mas alerta que há casos em que os números ficarão acima desse percentual.
Comércio informal
Rita de Cássia Ribeiro, que faz parte da Associação de Baianas, trabalha a mais de 25 anos no Pelourinho, e disse que com o São João no Pelô espera faturar um pouco mais neste mês.
“Estamos trabalhando não apenas com o acarajé e o abará, mas também com as comidas típicas, como bolos, licores, dentre outros produtos, o que já garante uma boa clientela”, explicou Rita.