Como o preconceito e a discriminação são capazes de suprimir inúmeras manifestações da cultura negra? Este e outros questionamentos referentes à preservação e ao desenvolvimento da cultura afrodescendente na Bahia e no Brasil foram temas, ontem (16), de uma roda de diálogo.
Representantes do movimento negro baiano participaram do debate com o consultor na área de cultura afrodescendente da Secretaria Geral Iberoamericana (Segib), Pablo Pascale, a secretária estadual de Promoção da Igualdade, Luiza Bairros, e a presidente do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), Vilma Reis.
Promovida pela Secretaria de Promoção da Igualdade (Sepromi), a atividade reuniu representantes de várias entidades no Centro de Promoção da Igualdade, Pelourinho.
A presidente do Instituto Caipora, Maria Cláudia Rodrigues, afirmou que é muito importante a relação entre um órgão internacional (Segib) e o Brasil para fomentar a cultura afrodescendente. “As conclusões deste encontro podem servir como ferramentas de combate ao racismo existente no país, no que diz respeito à cultura”, explicou.
O evento teve ampla participação do público, que destacou como o preconceito e a discriminação são capazes de suprimir inúmeras manifestações da cultura negra.
Nesta mesma linha de pensamento, Luiza Bairros falou sobre outras situações que envolvem o preconceito à raça negra. Em sua opinião, é interessante focar a cultura negra, “mas isto não exime a Segib de tocar nas questões referentes ao racismo, já que este é um fator que contribui para que a cultura afrodescendente continue sendo marginalizada dentro do contexto baiano”.
Pablo Pascale definiu o diálogo como enriquecedor, sobretudo pelas opiniões emitidas pelos participantes do movimento social, que, segundo ele, expuseram problemas que farão com que as estratégias da Segib, no que diz a respeito à cultura afrodescendente, sejam repensadas.