Matadouro de Juazeiro deve gerar mais de 1.000 empregos

21/07/2009

O Matadouro Regional de Juazeiro (Abatal) vai gerar mais de mil empregos na região, até o final do ano. De imediato criou 120 empregos diretos e mais de 400 indiretos, mas a projeção é de que estes números sejam ampliados para 200 diretos e mil indiretos. O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), viabilizou a implantação do empreendimento por meio da política de atração de investimentos. O Abatal teve investimentos privados da ordem de R$ 8,5 milhões.


O secretário estadual da Agricultura, Roberto Muniz, destacou a importância da implantação de frigoríficos regionais na Bahia, principalmente com o selo do Serviço de Inspeção Estadual (SIE). Ele afirmou que a iniciativa é fundamental para a reorganização da cadeia produtiva da carne no estado, garantindo a oferta de alimentos seguros e de qualidade à população.


Inspecionado pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab), o Matadouro Abatal funciona dentro das exigências higiênico-sanitárias para garantir a distribuição da carne sadia aos estabelecimentos comerciais. Com capacidade diária total para abater 900 animais/dia (bovinos, suínos, caprinos e ovinos), a unidade de Juazeiro vai atender a 18 cidades da região.


A Seagri, por meio da Adab, acompanhou todo o processo de implantação do frigorífico, desde a elaboração do projeto, inspeção do terreno até a liberação para funcionamento. “A Adab é responsável pelo cumprimento da Portaria nº 304 do Ministério da Agricultura (Mapa), que tem como objetivo garantir a qualidade da carne no abate e no transporte”, afirma o diretor geral da Adab, Cássio Peixoto.


A meta da agência é ampliar o número de municípios no estado com abatedouros frigoríficos sob fiscalização do SIE, para combater o abate clandestino e a comercialização da carne não inspecionada.


Segundo o sócio-diretor do Abatal, Francisco Marinho, para garantir a qualidade da carne será utilizado o sistema de nórea automática, onde a carne é pendurada nos trilhos aéreos e manipulada por funcionários devidamente treinados. “Recebemos o apoio da Seagri e da Agência Estadual de Defesa Agropecuária com o acompanhamento dos veterinários, desde a chegada dos animais nos currais até a liberação para o abate”, afirma.


A unidade de Juazeiro possui área de 10 hectares com currais, sala de abate, câmaras frigoríficas e lagoa de decantação, além de quatro caminhões-frigoríficos, que farão o escoamento da carne desde o abate até o destino para a comercialização.