Publicada às 12h00
Atualizada às 12:50
As obras de construção do Hospital do Subúrbio e de 270 unidades habitacionais no bairro de Águas Claras receberam a visita do governador Jaques Wagner na manhã desta quarta-feira (1º). O hospital vai atender a toda a população da Bahia e a construção das casas possibilitará a conclusão da Via Regional, que dá acesso à BR-324 para os que moram em Cajazeiras e outros bairros centrais.
O governador afirmou que as obras do hospital estão indo bem e que a parte física deve ser entregue até o final de junho de 2010, como está no cronograma. “É um equipamento de primeiro mundo para o povo do subúrbio e de toda Salvador”, disse. Ele informou que o dinheiro está reservado e que, apesar da crise, deve ser mantida a previsão de entrega do equipamento.
“É bom lembrar também que o acesso ao Hospital do Subúrbio será pela BR-324, que será praticamente refeita, e a nossa pretensão é duplicar o acesso à Base Naval”, explicou Wagner.
Ele fez um rápido balanço dos investimentos do Estado na área de saúde. Lembrou que, neste momento, além dos hospitais do Subúrbio e da Criança, em Feira de Santana, outros 16 estão em obras.
“Em 15 de junho entregamos o de Juazeiro e este ano será entregue o de Santo Antônio de Jesus”, destacou o governador, declarando que todos os hospitais estão recebendo serviços de reforma e que o município de Irecê já tem um novo hospital, onde estão sendo implantados leitos de UTI e um centro de tomografia.
“Já foram entregues 230 postos do Programa de Saúde da Família (PSF), que fazem parte de uma meta de 400 novos postos até o final de 2010, houve a ampliação do Samu, do Medicamento em Casa, da Farmácia Popular, da Internação Domiciliar e o aumento dos leitos de hemodiálise e dos centros de coleta de sangue”, citou Wagner.
Ele declarou que os hospitais do Subúrbio e da Criança serão “o coroamento desse esforço de levar para a população baiana a saúde que ela merece”. Para o governador, a concepção da saúde pública começa com o agente comunitário, passando pelas equipes do PSF, e vai subindo, conforme a sua complexidade. “Se você tiver a atenção básica e a prevenção bem feitas, você já reduz a demanda nos hospitais”, observou.
O secretário da Saúde, Jorge Solla, disse que a ampliação de leitos públicos que está sendo feita na rede estadual é de mais de 1,1 mil, o que representa um aumento de mais de 20%.
Solla enumerou outros investimentos: a reforma de todas as enfermarias do Hospital Geral do Estado (HGE) e troca do respectivo mobiliário, conclusão da primeira etapa dos hospitais Luís Viana e de Base, este em Vitória da Conquista, além da recuperação do Prado Valadares, em Jequié, e do Manoel Vitorino, em Salvador, e da reforma do Ana Néri, que já está concluída.
O secretário afirmou que será entregue um novo centro cirúrgico no Hospital Clériston Andrade, em Feira de Santana, que vai passar de três para dez salas de cirurgia. “São investimentos para recuperar a rede existente, que foi sucateada nas gestões anteriores, e realizar a maior ampliação já feita na rede pública da Bahia”, ressaltou.
Moradia
Valmir Mendes, 33 anos, é pedreiro e está trabalhando na construção das 270 casas em Águas Claras. Ele é morador da comunidade que será transferida para o local. “No início, não estava acreditando, mas, depois que começaram as obras, eu me empreguei aqui e agora estou vendo essas casas lindas sendo construídas. Isso é uma grande satisfação”, comemorou.
O secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Afonso Florence, informou que as casas são destinadas à população que mora em uma invasão que fica numa área desapropriada para a conclusão da Via Regional. “Todas as pessoas que vivem no miolo de Salvador e na região de Cajazeiras, que precisam usar o acesso pela Avenida Luís Eduardo Magalhães, pelo trevo do Retiro ou pela Paralela, poderão acessar pela Via Regional”, afirmou.
Florence disse que o Estado já inaugurou dez mil unidades habitacionais e que outras 46 mil já estão contratadas ou em construção. “E vem mais por aí. Estamos contratando pelo PSH, pelo Minha Casa, Minha Vida e pela Resolução 518”, observou.