Bahia participa da Semana Mundial de Aleitamento Materno

07/08/2009

Publicada às 14h25

Atualizada às 17h00


Uma amamentação coletiva envolvendo dezenas de mães e bebês, na Faculdade de Medicina da Ufba, no Terreiro de Jesus, marcou o ato comemorativo à 18ª Semana Mundial de Aleitamento Materno, nesta sexta-feira (7), em Salvador. Tamires de Souza foi uma das mães participantes da ação, ao lado de sua filha Tainara, com nove meses.


“Amamento desde o primeiro dia em que ela nasceu e pretendo continuar dando de mamar pelos próximos dois anos. Até hoje, ela não ficou doente e sei que sua saúde depende muito do meu leite”, comentou a mãe.


O objetivo da ação - com o tema Amamentação em todos os momentos. Mais saúde, carinho e proteção - foi o de reforçar a importância do aleitamento materno, responsável pela redução da desnutrição e da mortalidade infantil.


Na ocasião, o governador Jaques Wagner e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, assinaram o Pacto de Redução da Mortalidade Infantil no Nordeste, com a adesão dos 33 maiores municípios da Bahia, como Salvador, Vitória da Conquista e Juazeiro.


A intenção do compromisso firmado é o de reduzir, sobretudo, a mortalidade neonatal (0 a 27 dias), nos 250 municípios brasileiros responsáveis por 50% dos óbitos infantis. Para isso, o governo federal vai priorizar recursos orçamentários para a ação e apoiar iniciativas municipais para a qualificação da assistência ao parto e nascimento.


“O Pacto é um compromisso dos governos Estadual e federal para atingirmos a meta de redução de pelo menos 5% ao ano, nos índices de mortalidade infantil na Bahia. Nós já estamos numa média de 4,2% de redução e isso está dentro de uma série de programas voltados à amamentação”, disse Wagner, que aproveitou a ocasião para apoiar a extensão da licença maternidade para seis meses.


Balanço


De acordo com o secretário da Saúde, Jorge Solla, a Bahia está conseguindo ampliar o tempo do aleitamento materno, em decorrência das ações empreendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pelos agentes de saúde e pelas equipes do Programa de Saúde da Família (PSF).


“Hoje, a média já está superior a 300 dias de aleitamento, ou seja, praticamente de 10 a 11 meses, o que impacta na saúde da criança, na sua imunidade e na sua nutrição”, disse Solla, enfatizando o Programa Água Para Todos como outra medida importante de combate à mortalidade infantil.


No evento, o secretário ofereceu um balanço das ações governamentais na área de Saúde. Segundo ele, até 2010, a Bahia contará com a implantação de 45 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em diferentes regiões. Além disso, enfatizou a interiorização das redes de Alta Complexidade (Oncologia, Neurocirurgia, Cardiologia), a entrega de 400 postos de saúde da família (PSF) em todo o estado até 2010 e a abertura de mais de 1.100 novos leitos hospitalares.


“Sem dizer do maior projeto já visto na Bahia de restauração da rede pública de Saúde, com a reforma de todos os hospitais estaduais, a inauguração do Hospital Regional de Juazeiro e a entrega, ainda em 2009, do Hospital do Recôncavo, em Santo Antônio de Jesus”, assinalou o secretário.


“Estou acompanhando e trabalhando junto com a Bahia. Enfrentamos o desafio de encontrar uma rede de saúde pública sucateada, por isso, parabenizo a equipe estadual pelos avanços”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.