Profissionais de nefrologia são capacitados em diálise peritoneal

03/08/2009

Com o objetivo de difundir a diálise peritoneal e capacitar profissionais da área de nefrologia para a utilização desse tipo de terapia renal substitutiva, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) iniciou, nesta segunda-feira (3), o segundo curso sobre a especialidade.


O curso, que tem o apoio da Sociedade Brasileira de Nefrologia e da Universidade Federal da Bahia (Ufba), terá três etapas distintas, incluindo dois dias (3 e 4) de aulas práticas para médicos, nos hospitais Geral Roberto Santos (HGRS) e Universitário Professor Edgard Santos (Hupes).

Na quinta-feira (6), das 8 às 18h, no auditório do Roberto Santos, acontecem as aulas teóricas, abertas para todos os profissionais que atuam na área de nefrologia, e na sexta, também no HGRS e no Hupes, treinamento prático para enfermeiros.


A capacitação de recursos humanos é uma das estratégias adotadas pela Sesab para a implantação de uma nova política voltada à área da nefrologia, já aprovada pela Comissão Intergestora Bipartite (CIB), e que prevê a ampliação da oferta de diálise peritoneal, tipo de terapia renal substitutiva que evita o deslocamento do paciente para os serviços de hemodiálise.


Segundo a coordenadora da Câmara Técnica de Nefrologia, Maria Teresa Martins, já foram realizados, este ano, um simpósio sobre o tema, voltado para médicos nefrologistas, e o primeiro curso de diálise peritoneal.


Investimentos no Roberto Santos


Os investimentos da Sesab na área da nefrologia beneficiam, principalmente, o Hospital Geral Roberto Santos, referência na rede estadual para a especialidade. Este ano, o serviço de nefrologia da unidade hospitalar recebeu da Fundação da Associação Bahiana de Medicina Geral (Fabamed), instituição com a qual mantém contrato, 25 novas máquinas de hemodiálise, possibilitando a substituição de todas as máquinas antigas, que eram 18.


O coordenador do serviço de nefrologia do HGRS, Sérgio Presídio, esclarece que quatro máquinas foram destinadas à pediatria e 18 para adultos. As três restantes ficam como reserva, a serem utilizadas em eventuais necessidades, a exemplo de manutenção de alguma máquina.


A coordenadora da Câmara Técnica de Nefrologia da Sesab explica que a nova política de assistência aos renais crônicos em diálise preconiza o aumento do número de pacientes em diálise peritoneal, que hoje é inferior a 7%, para aproximadamente 12%.


Para alcançar essa meta, estão previstas diversas ações, entre elas, a ampliação do serviço de diálise peritonial automatizada intermitente, tipo de diálise que funciona como um "treinamento" para pacientes e seus familiares até que estejam aptos para a inclusão na diálise peritoneal ambulatorial contínua (CAPD) ou na diálise peritoneal automatizada (APD).