Alunos da rede pública disputam Olimpíada Brasileira de Física

23/09/2009

Sábado (26) será um dia especial para o Colégio Estadual Nossa Senhora de Fátima, em Periperi. Oito alunos da unidade vão disputar a segunda etapa da Olimpíada Brasileira de Física, no Pavilhão de Aulas da Federação da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Ondina.


Neste mesmo dia, outros seis alunos da mesma escola participarão da seleção regional de mais uma etapa do Desafio Nathional Geographic, que será realizada no colégio. Ao todo, foram 361 escolas inscritas para o desafio, distribuídas em 23 municípios baianos.


“Ter a nossa escola envolvida em projetos promovidos por entidades empreendedoras é muito importante. Além de valorizar e potencializar a aprendizagem geral da unidade, esses projetos estimulam os alunos e os colocam em contato com outras comunidades, enriquecendo seus estudos e o crescimento pessoal”, afirma a diretora do colégio, Mariju Anunciação.


Promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e pelo Instituto de Física da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Olimpíada de Física é dividida em três etapas. A primeira fase consistiu em uma prova, aplicada pela própria unidade escolar, com vinte questões objetivas.


Dos oito alunos classificados no colégio baiano, cinco foram do 1º ano do Ensino Médio e três da 8ª série do Ensino Fundamental. Quem for aprovado nesta etapa, segue para a terceira fase do projeto, que será realizada no mês de novembro, em São Paulo.


A Olimpíada representa, acima de tudo, uma oportunidade de os alunos envolvidos se prepararem, de modo mais intensivo, para o vestibular. “Empolgados com o projeto, os alunos ficam mais participativos nas aulas. Além disso, é mais uma chance de eles estarem vendo os assuntos que podem cair no vestibular”, acrescenta Anunciação.


Adriano Jesus, aluno do 1º ano do Ensino Médio, diz que está “bastante ansioso. Quero logo ver quais são as questões que vou enfrentar”. Nessa segunda etapa, a prova conta com vinte questões abertas. Raciocínio lógico, domínio dos assuntos e habilidade para solucionar questões em curto espaço de tempo são requisitos que farão a diferença para quem vai enfrentar a disputa.


O jovem tem investido pesado nos estudos. Além das aulas normais do ano letivo, Adriano tem dedicado o seu tempo vago, em casa, para estudar os assuntos que serão cobrados na prova. Também conta com o apoio do professor de Física, Alexandre Lima, que dá aulas de reforço a fim de melhor prepará-lo para a disputa.


“Para mim, já é uma vitória ver que meus alunos chegaram até aqui, principalmente por todos serem de colégio público, onde as oportunidades são bem menores”, avalia o professor que, durante as aulas de revisão, auxilia os alunos a responder a prova, dando dicas que facilitam o entendimento, e orientam-nos a ganhar tempo na resolução das questões.


Caso vença o desafio, Adriano vai disputar a Olimpíada Internacional de Física, em Cuba. Ele também enfrentará, no mesmo dia, a prova que irá julgar o melhor estudante de geografia do país, por meio do Desafio Nathional Geographic.