Animais castrados na Universidade de Feira recebem chip de identificação

21/09/2009

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) começou, no final de semana, a castração dos gatos que povoam a instituição. A novidade foi a implantação de um chip de identificação no corpo dos animais para facilitar o trabalho de monitoramento do Centro Municipal de Controle de Zoonoses (CCZ), por meio de informações como vacinação e o bairro de origem do animal.


Além de castrados, os animais foram vacinados contra a raiva e medicados. Inicialmente, os procedimentos foram adotados nos gatos machos. No decorrer da semana, as fêmeas serão encaminhadas a clínicas veterinárias, já que o procedimento, nesse caso, é mais complexo e a recuperação requer outros cuidados. Estima-se que pelo menos 200 gatos e 30 cães povoam o campus.


A castração foi considerada a solução mais responsável encontrada para controlar a reprodução e o aumento da população dos animais no campus, explicou a bióloga e coordenadora do Comitê de Ética no Uso de Animais em Pesquisas da Uefs, Ana Cerilza Santana Melo.


Participaram da ação, profissionais da CCZ e da Associação Médica Veterinária de Feira de Santana, além de estudantes de medicina veterinária da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FTC).


Controle de doenças


O Presídio Regional de Feira de Santana e o Hospital Especializado Lopes Rodrigues são alguns dos locais em que já foi detectada superpopulação de cães e gatos. Em função disso, serão beneficiados com o projeto, conforme Mirza Carvalho Santana, coordenadora do CCZ.


Para o estudante do 1° semestre do curso de Medicina Veterinária, Flávio Muritiba, “participar desse projeto representa uma oportunidade única de realizar um trabalho social que é de interesse de saúde pública e associar a teoria à prática”.


O professor e veterinário Erivaldo Nogueira, que participou dos trabalhos, afirmou que o controle da natalidade dos gatos permite o controle de doenças transmitidas ao homem.