Publicada às 13h35
Atualizada às 14h30
Um outro mundo é possível. Com esse slogan, representantes do poder público, de sindicatos e de movimentos sociais participaram nesta sexta-feira (18), no Hotel da Bahia, do lançamento da décima edição do Fórum Social Mundial Temático na Bahia. O evento serviu como etapa preparatória para a realização do fórum, que acontece entre 29 e 31 de janeiro de 2010, em Salvador.
A sociedade civil organizada será a responsável pela coordenação da iniciativa internacional. Comissões de trabalho já estão em formação para a execução do projeto, com o apoio do governo da Bahia. “Muito nos interessa ver em discussão os temas que congregam o fórum. O evento significa um passo importante rumo à consolidação de uma democracia verdadeiramente participativa”, disse o chefe-de-gabinete do Governo do Estado, Fernando Schmidt.
A principal inovação em 2010 será a descentralização do Fórum Social, que começa em Porto Alegre (RS), entre 25 e 28 de janeiro, tendo continuidade em Salvador. Aqui, as novidades ficam a cargo de três atividades inéditas, realizadas simultaneamente. São elas: o 1º Fórum Mundial de Resposta à Crise, o 1º Fórum Mundial de Diálogos e Controvérsias e o 1º Fórum Mundial de Culturas Periféricas.
No primeiro fórum, os participantes discutirão propostas para um outro mundo possível no contexto de pós-crise econômica mundial. Já no encontro referente a Diálogos e Controvérsias, representantes do poder público da América Latina e da África dialogam com atores sociais sobre novas perspectivas econômicas, sociais e ambientais. Por fim, uma celebração das culturas negra e latina dá início ao debate racial, que marcará a 11ª edição do Fórum Social, a ser realizada em Dacar.
“Aproveitando a emergência de uma nova atitude dos habitantes da periferia do mundo, que não é mais a de submissão, mas a de reafirmação de identidade, vamos reunir grupos artísticos, culturais e políticos para tratar dessas questões. Tudo isso num período que é muito simbólico para Salvador, que completa em janeiro 175 anos da Revolta dos Malês”, afirmou Antônio Martins, conselheiro internacional e um dos fundadores do fórum.