O ativista e líder camponês João Pedro Stédile defendeu, nesta quinta-feira (24), a educação no campo como um dos principais requisitos para a reforma agrária no Brasil. Stédile participou, na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), do 15º Encontro Estadual das Educadoras e Educadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que prossegue até domingo (27) com a presença de representantes de dezenas de municípios baianos. A programação do evento está disponível no portal www.uefs.br.
Segundo João Pedro Stédile, para a reforma agrária é indispensável a formação intelectual e política de homens e mulheres do campo. Conforme disse, a luta de entidades como o MST não se resume à posse da terra, mas está diretamente vinculada a fatores como a preservação do meio ambiente e o rompimento com o atual modelo do agronegócio, além da participação do camponês neste processo.
Graduação
Em palestra proferida também nesta quinta-feira, o professor doutor Eurelino Coelho destacou que a presença do MST em debates em instituições como a Uefs reforça o entendimento de universidade pública e gratuita.
Dentre os objetivos do Encontro, está a discussão sobre a oferta de graduação em assentamentos do MST que poderá ser oferecida pela Uefs. A Universidade já tem praticamente elaborado o projeto do curso de Direito. A concretização do projeto ainda depende da aprovação dos conselhos superiores da Instituição.