Iniciativa que oferece oportunidade para professores e funcionários da unidade explorar suas aptidões artísticas, a Exposição Mestre na Vida, Mestre na Arte, promovida pela Escola Parque, chega à 8ª edição. A mostra será aberta, nesta sexta feira (2), às 19h, no espaço Cultural dos Correios, no Pelourinho e poderá ser visitada até o dia 19 deste mês.
Pinturas em telas, escultura em metal, madeira e trabalhos de cerâmica são algumas das modalidades artísticas trabalhadas no projeto, que vai reunir cerca de 60 obras de arte, de autoria de 32 pessoas. “É muito comum a gente ver os alunos expondo seus trabalhos. Esse projeto mostra a atuação do professor fora da sala de aula e, por isso, tem uma proposta incentivadora”, afirma o diretor da Escola Parque, Gedean Ribeiro.
A exposição vai homenagear o Projeto “Olhando para dentro de mim mesmo”, desenvolvido na unidade escolar de 2003 a 2008. Com caráter social, a iniciativa resgatou jovens moradores do bairro da Liberdade, que não tinham acesso à educação, e realizou um trabalho de inclusão social e cultural.
Os jovens tinham acesso a oficinas de jardinagem, tecelagem, artesanato, dança, música, teatro e outras modalidades. “Foi um projeto que teve muito sucesso e cumpriu o objetivo dele, dando oportunidade para muita gente. Merece ser homenageado”, justificou Ribeiro.
Valorização profissional
A coordenadora da exposição, Kitty Petitinga, disse que a iniciativa “já descobriu o talento de muita gente que, por falta de oportunidade, tinha seus trabalhos baseados no anonimato”.
Além de valorizar o profissional em sua plenitude, o projeto agrega valor também para a relação professor e aluno. Segundo Petitinga, os alunos que visitam a exposição têm a oportunidade de reconhecer a expressão do seu professor e, com isso, sentirem-se mais entusiasmados com quem cuida de uma coisa tão importante que é a sua formação educacional.
“O exemplo é tudo. Quando o aluno vê o trabalho de um professor seu, exposto em um projeto como esse, com certeza, ele se sente orgulhoso. É como se ele percebesse que está em boas mãos”, afirma a coordenadora.